segunda-feira, 3 de maio de 2010
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domingo, 2 de maio de 2010
Entrevista com Ivo Pons

“O design atua de fato na mudança das hierarquias que existem na sociedade”
Ivo Pons é designer, professor, pesquisador e idealizador do projeto Design Possível
Fale um pouco sobre sua trajetória. De a sua formação até o nascimento do projeto Design Possível, como foi o processo?
Eu sou designer. Me formei em Desenho Industrial em 2001, fiz mestrado em Educação, Arte e História da Cultura e estou concluindo o doutorado na área de Arquitetura e Urbanismo, estudando metodologia de projetos ligados à sustentabilidade. Antes de vir à universidade e tornar-me professor, trabalhei em indústria e tive um escritório. Nesta época, quando tinha escritório, comecei a fazer trabalhos no terceiro setor.
Na minha família há um histórico de gente que já atuou no terceiro setor e eu acabei descobrindo uma área que não conhecia. Normalmente, o pessoal que trabalha no neste setor tem a impressão de que trabalhar ali é trabalhar como voluntário, fazendo uma coisa que não se está acostumado a fazer. As pessoas falam assim: “Ah, sou um empresário e vou lá pintar uma creche”. E eu acabei descobrindo, por uma indicação de uma tia, uma ONG em que eu poderia aplicar design, ou seja, eu podia fazer design para eles e provocar transformação social. Isso mudou a maneira como eu olhava para o design, a maneira como eu olhava para a minha própria profissão e, mais tarde, até a maneira como fui me aprofundando nos estudos.
De 2005 para 2006, nasceu o design possível, que começou como uma atividade de extensão da universidade. Eu tinha essa experiência de trabalho em comunidade e, no Salão do Móvel de Milão, conheci um professor da Universidade de Firenze que tinha experiência na África. Aí resolvemos fazer um projeto juntos. Depois o projeto acabou perdendo essa característica por causa da distância e da dificuldade, mas os alunos envolvidos aqui no Brasil ficaram muito engajados e resolvemos tocar o projeto pra frente. Hoje, o Design Possível é uma ONG que utiliza o design como uma ferramenta de inserção comercial para comunidades carentes e, mais do que isso, promove o e a transformação de pesquisa em design.
De acordo com o site do Design Possível, pessoas formadas pela Universidade de Firenze ainda fazem parte da equipe.
Quando digo que hoje não temos mais o vínculo, o que estou querendo dizer é que, antes, tratava-se, explicitamente, de um projeto de cooperação internacional e extensão. Hoje ele perdeu esse caráter. Temos pessoas da Itália que vieram para cá e gente daqui que foi pra lá, mas nós não seguimos com esse mesmo modelo. Ainda há italianos, mas já são formados, eles não tem mais o vínculo com a universidade. A relação não é mais pautada nisso. Ele nasceu sendo isso, mas hoje essa não é a razão principal, a razão principal é o trabalho desenvolvido pelas comunidades daqui.
Mais especificamente, o que é Design Possível?
O Design Possível, hoje, é uma associação sem fins lucrativos que faz um trabalho de promoção e aplicação do design, usando a sustentabilidade como direção. Fazemos o trabalho de desenvolvimento de produtos junto a comunidades carentes, o trabalho de comercialização desses produtos, o desenvolvimento de identidade de marca, o trabalho de ativismo e de estimular o protagonismo estudantil, que é outra forma de estimular o design, e temos um trabalho de gestão interna, para tornar a própria organização sustentável. São quatro grandes áreas dentro do Design Possível: comercial, administrativa, pedagógica, que é o trabalho de formação, e de comunicação.
Temos três embriões do Design Possível em outras partes do Brasil. Está nascendo um Design Possível em Manaus – que já tem, inclusive, um projeto –, em Curitiba e em Florianópolis – eu vou esse final de semana para lá. Buscamos sempre usar essa metodologia e essa experiência que tivemos para poder interagir com outros lugares. Claro que o Design Possível de Manaus não vai ser igual ao Design Possível de São Paulo – nem tem essa pretensão –, mas a gente tem conhecimentos adquiridos ao longo desses quase cinco anos de trabalho que podem auxiliar o pessoal de lá a trabalhar com design sem sair da área social.
Acho que esse foi o aprendizado que a gente teve com o design possível. Na universidade, todo mundo sonhava em trabalhar em uma fábrica. O Design Possível era uma experiência para os alunos saberem que existiam outras possibilidades. Ninguém de dentro da faculdade sonhava em sair e trabalhar no terceiro setor. Passados cinco anos, hoje isso é possível. Vejo alunos que se formaram que hoje vivem do trabalho ligado ao terceiro setor. O trabalho deles é promover esse desenvolvimento social.
As células do Design Possível que estão nascendo em outros lugares do Brasil estão também vinculadas a alguma universidade local ou trabalham apenas com alguma comunidade de artesãos?
Normalmente, é um grupo de estudantes que se reúne e decide trabalhar nessa ação social, às vezes inspirados por uma palestra ou alguma outra atividade que promovemos. Normalmente, temos pessoas de mais de uma universidade. Elas começam a se reunir e trabalhar para tornar o projeto sustentável, buscando transformar isso em um “negócio” para as comunidades, e tentando aplicar aquilo que eles aprenderam na faculdade. Em dois desses lugares, professores também participam, então não é uma atividade isolada dos estudantes, tem um envolvimento dos docentes.
Eles estão tentando trilhar os seus próprios caminhos, entender qual é a particularidade, por exemplo, quando eu trabalho com uma comunidade em Manaus, que tem um outro tempo, uma outra sazonalidade, ou em Florianópolis, que é um outro tipo de localidade, uma outra característica de produto e de consumo.
Você havia falado sobre a idéia corrente de que trabalhar no terceiro setor é fazer trabalho voluntário. Há remuneração àqueles que participam do projeto? Inclusive aos alunos?
Hoje, no design possível de São Paulo, temos três voluntários – de uma equipe de dezessete –, todo os outros são remunerados. Quando você é estudante, você é estagiário. Nessas células nos outros lugares, o trabalho começa como uma ação voluntária, até que apareçam os primeiros projetos.
Não há uma única via, a gente ainda está descobrindo como vai ser. Manaus acabou de conquistar o primeiro cliente, que é uma organização que apóia grupos produtivos e está contratando o Design Possível de Manaus para fazer um trabalho de desenvolvimento de marca e embalagem para três diferentes comunidades. Então eles vão começar trabalhando e recebendo. Em Florianópolis, eles conseguiram uma parceria com o CEFET e estão começando um trabalho cujo apoio ainda é “acadêmico”. Eles ainda não têm atividades sustentáveis, mas a sustentabilidade vem dessa parceria com a universidade. A gente imagina que não há uma receita, o importante é ir cutucando para encontrar a solução possível em cada um dos lugares.
O Design Possível está preocupado principalmente com a função social do design. O design tem uma função social? O que o design pode oferecer à sociedade? Há exemplos de onde e de que modo isso ocorre? Quais os projetos viabilizados pelo Design Possível que provam que o design tem mesmo uma função social?
O design tem uma relação intrínseca com o social. Aquilo que a gente faz é para a sociedade, o fim maior de tudo o que qualquer designer faz tem a ver com a sociedade. O que muda no trabalho que o Design Possível faz é o que a gente quer e para onde a gente quer que essa sociedade vá.
No instante em que eu desenvolvo um carro, que eu desenho um abajur ou que eu faço um sofá, eu sei que alguém vai usar e isso vai mexer com a sociedade de alguma forma, gerando emprego, estimulando a produção etc. Ótimo. Os benefícios desse meu trabalho podem vir para o industrial, para o comerciante ou podem ser articulados em outras direções. Não há uma única direção, há várias, e a gente está testando algumas delas. Pode-se desenvolver produtos cujos fins sejam a resolução de situações de problema ou a promoção de melhorias na sociedade. Por exemplo, uma vez fizemos um workshop de móveis temporários para desabrigados. Ninguém tinha nos contratado e chamamos um grupo de profissionais e um grupo grande de estudantes, e colocamos todo mundo junto, num sábado, para desenvolver projetos que seriam dados para a sociedade.
Temos projetos em que a matéria-prima, a origem, é social, ou seja, você tem uma produção que pode até ser industrial, mas você, como designer, como articulador dessa cadeia, trabalha para que exista a inserção de uma comunidade, de um produto regional ou de um acabamento que é, de repente, culturalmente restrito no Brasil. A gente pode ter a produção ligada à sociedade, ao beneficio social. Pode-se contribuir com o trabalho de comunidades produtoras, facilitando sua inclusão nos mercados. Pode-se facilitar o descarte, enfim.
A maneira com que o designer se relaciona com a produção, com a matéria-prima ou com o fim do projeto não muda, o que muda é aquilo que ele quer para a sociedade. Se em um projeto normal em que eu sou contratado por um industrial, a única coisa com que estou preocupado é que aquele projeto tenha sucesso econômico para que isso retorne para o industrial, no trabalho que fazemos a gente não quer só o sucesso econômico, a gente quer a perspectiva de continuidade da sociedade do ponto de vista da sustentabilidade, quer que o benefício desse sucesso econômico seja destinado àquele que tem maior dificuldade na localidade. É evidente que a gente faz parcerias com diferentes níveis de mercado – participam os comerciantes, participam os industriais –, mas a idéia é que o fim maior desse processo beneficie alguém que hoje está excluído. Quando você faz isso, o design atua de fato na mudança dessas hierarquias que existem na sociedade, atacando onde estão os problemas.
Não existe um único problema, os problemas são diferentes em cada um dos lugares. Em uma cidade como São Paulo, a gente trabalha muito com a periferia, que é a área desprovida do aparato governamental. Fazemos um trabalho de inclusão para fazer com que essas pessoas que estão à margem se incluam no mercado e possam tanto consumir quanto produzir, fazendo parte desse processo do qual hoje elas não fazem. Talvez o Design Possível de Manaus encontre uma realidade completamente diferente e a questão social a ser trabalhada lá seja a relação com as comunidades ribeirinhas distantes, por exemplo.
O que muda é o sentido daquilo que estamos fazendo, não a ação em si. Projetar continua sendo projetar, a gente continua tendo especificações do cliente do mesmo modo, temos problemas de produção, problemas de logística, isso não muda. O bom projeto sempre vai ser o bom projeto, o fim que você quer obter com isso é que se transformou.
Se olharmos para a própria atuação do designer há três ou quatro décadas, veremos que ele estava muito preocupado em viabilizar produtivamente um produto, isto é, ele queria que aquele produto fosse produzido em série. Depois disso, o design passou a ter um enfoque mais comercial, então não era só transformar aquele produto em uma peça a ser vendida em série, fácil de ser produzida, era também torná-lo atrativo para o mercado consumidor. E aí começamos a usar estratégias ligadas ao design, como o marketing. Mais recentemente, há uma percepção de que o design articula toda a cadeia do produto, e isso faz com que ele tenha uma responsabilidade maior que não se restringe apenas à etapa de produção e de comercialização. É todo o processo. Dessa forma, não podemos olhar só para o industrial ou só para o mercado que está sendo atingido, só para o consumidor, precisamos olhar para a sociedade como um todo.
O slogan de vocês diz: “Design ecologicamente correto, socialmente envolvido, economicamente justo”. Este é exatamente o tripé da sustentabilidade. Embora o termos sustentabilidade apareça no site e nos materiais de divulgação do Design Possível, aparentemente ele é usado de maneira discreta. A impressão que tenho é a de que vocês falam de sustentabilidade sem utilizar esta palavra. É isso mesmo? Isso é proposital? Vivemos um momento em que o termo sustentabilidade é muito empregado – por vezes, sem qualquer critério –, até mesmo como estratégia de marketing. Vocês estão seguindo um caminho contrário?
A gente vem da área acadêmica, nascemos dentro da universidade. Sou professor, coordeno uma pós-graduação em Design para a sustentabilidade, no Mackenzie, então tenho uma preocupação muito grande com aquilo que a gente diz e aquilo que a gente faz. Sustentabilidade é um termo que, hoje, está sendo amplamente utilizado, mas suas definições ainda não caíram para a população de um modo geral. Academicamente, ele até tem definições bem sólidas, mas a maneira com que as pessoas se apropriam para comunicação, para o marketing, é muito pouco profunda. A gente tenta usar o design como comunicação e, através dele e do trabalho que a gente faz, mostrar o que é que estamos fazemos. É sustentabilidade? É, porque a gente desenvolve a viabilidade econômica desses grupos, a gente usa, na maior parte das vezes, materiais reutilizados, recuperados ou reciclados e, de fato, o benefício dessas duas ações vai para área social. Então, é sustentabilidade. Mas, se eu disse só “sustentabilidade”, algumas pessoas, principalmente as pessoas que não são da área de design, não estão envolvidas, o leigo que acessa o nosso site querendo entender o que são os produtos ou que comprou o produto, leu na tag e quer entender um pouco mais sobre o projeto, vão nos enxergar como mais uma entidade no meio de tantas outras que dizem que fazem sustentabilidade, nos associando a empresas como o Banco Real e o Santander. A gente não quer ser igual nem ao Real, nem ao Santander, então talvez por isso falamos a mesma coisa de uma maneira diferente.
Como o Design Possível enxerga a relação entre design e artesanato?
Essa é uma relação que existe e eu acho que a gente deve partir deste ponto. Há puritanos dos dois lados: uns dizem que o artesanato deve permanecer intocado e outros dizem que design que mexe com artesanato não é design. Há esses dois extremos. O que eu vivencio é que o design tem uma influência que pode permear todos os tipos de produção, inclusive o artesanato. Fica um pouco difícil de dizer onde é que está o limite desta relação, ou se existe, de fato, um limite. É verdade o que dizem os puritanos do lado do artesanato, que muitos designers, por não saberem ou por não terem clareza daquilo que pretendem, vão em direção ao artesanato e o matam. E é verdade o que dizem os puritanos do lado do design, que se você tomar o design unicamente como desenho industrial, na medida em que você se aproxima do artesanato, você se afasta dessa outra conotação, dessa outra origem. Mas acho que nenhum dos dois lados está totalmente correto. São experiências mal sucedidas do ponto de vista do artesanato e sentidos de utilização do design distantes da sua origem.
O artesanato hoje é uma realidade muito forte dentro do Brasil. Somos um país de pessoas que tem essa inquietude por fazer, pelo trabalho manual e pelo artesanato. O artesanato feito daquela maneira mais tradicional como a gente conhece permanece em regiões mais distantes. À medida que as pessoas foram se concentrando nas cidades, elas trouxeram essa cultura artesanal para a cidade e essa cultura se mesclou com o mercado, se misturou com outras culturas de pessoas que vieram de outros lugares, e tivemos o surgimento de outro tipo de artesanato, de outro tipo de manualidade, que é o que encontramos, por exemplo, na periferia. Quando chegamos à periferia, a gente encontra gente de Minas, do Nordeste, do Sul, com diferentes características artesanais. Eles perderam aquela identidade única, que o artesanato de raiz, da origem mesmo, do lugar dessas pessoas, tem. Isso não tira delas a vontade de fazer, não tira delas a vontade de construir. Ao contrario, cria uma nova perspectiva, porque essa pessoa, aqui na cidade, está ligada ao mercado de consumo, está ligada ao mercado de produção, ela quer fazer coisas. Mas aquele artesanato de origem não pode mais ser mais feito aqui, porque ela não tem mais a mesma cultura, não tem as pessoas de apoio, muitas vezes não tem os mesmos materiais. Então ela precisa inventar novas formas de fazer. Nessa realidade é que eu acho que o designer é ainda mais importante, porque ele pode potencializar essa ação para facilitar este processo. Nas comunidades mais distantes ele pode ajudar, mas o trabalho dele deve ser ainda mais criterioso, porque o risco de aculturar e transformar uma coisa que é histórica para o lado ruim é maior. Você sempre vai transformar. A partir do momento em que se cria a interferência, há transformação, mas, se você não tem ética e clareza sobre aquilo que você está fazendo, você corre o risco de anular, e é isso que é ruim.
Aqui no Brasil, a gente discute pouco até onde vai o limite do designer e até onde vai o limite do artesão e como esta articulação pode ser feita. Esta falha não é só dos órgãos que trabalham com design ou de pessoas que promovem o artesanato, é uma falha acadêmica também. O artesanato é muito malvisto dentro da universidade e a universidade não tem clareza em enxergar o papel do designer dentro deste mercado artesanal que pode ser aplicado com design. Com isso, a gente não forma gente preparada para lidar com isso e, ao não formar gente preparada para lidar com isso, a gente não tem discussão nesta área. Então acho que o primeiro ponto é exacerbar essa discussão, abri-la, para conseguir fazer com que pessoas que hoje estão dentro da universidade, os alunos e os professores, comecem a discutir esse papel e as pessoas que estão fora, que estão no mercado, comecem a atuar com mais propriedade e critério, para construirmos conhecimento nessa relação. Isso vai tanto favorecer quem já está fora, quanto ajudar a construir quem ainda está dentro da universidade.
De que forma o Design Possível promove esta interação? O designer vai às comunidades fazer uma interferência, adequando os produtos ao mercado? Entrega um desenho para o artesão desenvolver? O artesão participa desse processo?
Nesses grupos, a gente faz um trabalho de formação, e o objetivo é emancipá-los. Então a maneira com que a gente age dentro do grupo é diferente da forma com que os designers estão acostumados a agir dentro de uma indústria, por exemplo. Em uma indústria, eu posso desenhar o produto, ir até o cara da ferramentaria e dizer: “Olha, faça isso”. Em um grupo produtivo, em uma comunidade artesanal, se eu quero que ele se aproprie daquilo, eu nunca vou chegar com uma solução pronta. O artesão industrial, o ferramenteiro, é um funcionário, então a relação que ele tem com a empresa é outra: “Me paga, que eu venho ficar aqui tantas horas e eu faço”. A relação que temos com os grupos é diferente. Ajudamos pessoas a se tornarem grupos produtivos e ajudamos esses grupos produtivos a encontrarem uma fatia de mercado. Para isso, tem que ser deles e não nosso. Então o nosso trabalho é muito mais de articulação e mediação do que de identificação propriamente dita. Evitamos ao máximo chegar com idéias pré-concebidas. Colocamos os problemas para eles serem atores deste projeto. É claro que, nos diferentes momentos que o grupo vive, isso também muda.
No Projeto Arrastão, por exemplo, estamos indo para o terceiro grupo. O primeiro já está saindo da fase de incubação e vai se emancipar; o segundo vai entrar na fase de formação empreendedora; o terceiro vai começar agora, é um grupo novo, de mães. Para o grupo que está se emancipando, eu posso dar problemas que eles vão me trazer soluções em produtos, porque eles já vivenciaram esse processo. O grupo que está entrando na fase empreendedora precisa de um acompanhamento muito maior, precisa de um tutor durante o processo, senão eles não vão chegar ao resultado final e, se eles não chegarem ao resultado final, que é um produto para ser apresentado ao cliente, eles não vão conseguir vender, não vão ganhar dinheiro e o grupo não vai existir. O grupo que está começando precisa de ainda mais. Tudo o que eles vão ter nessa primeira etapa é uma consolidação técnica entre eles, então eles precisam ainda mais de acompanhamento.
Portanto, essa relação muda nos diferentes lugares em que a gente atua, mas ela é muito mais de mediação, de um olhar diferente, de entender como esse produto pode se inserir no mercado, do que um trabalho de construção de um novo produto propriamente dito. Às vezes, o trabalho que fazemos é simplesmente de reposicionamento: “Olha, esse mercado que você está é um mercado de baixo valor agregado e não dá para competir com esse tipo de produto; que tal usar essa mesma expertise e trabalhar em uma outra área?”. Então, às vezes, é um aconselhamento. Sinto que os grupos têm menos problemas com o desenvolvimento de produtos e mais problemas com gestão, com produção e com organização logística, organização de entregas. E acho que trabalhar essas outras áreas também é papel do designer. É mais difícil conseguir fazer com que o produto chegue com qualidade, fazer com que ele seja logisticamente adequado do ponto de vista do transporte, esse tipo de coisa. Esses são os aspectos que tem uma maior interferência do designer, mais do que a estética, pelo menos no caso das comunidades mais artesanais – essa é uma bagagem que elas já trazem. Mas, como falei, cada grupo tem uma característica diferente.
Você comentou que o artesanato ainda é muito malvisto nas universidades. No entanto, no 1° Prêmio Objeto Brasileiro, tivemos, entre os finalistas, três projetos oriundos em universidades (Design Possível, Imaginário Pernambucano e Sempre Savassi). Está havendo uma mudança?
Acho que estamos vivendo justamente este momento de descoberta das universidades e dos professores – principalmente os mais novos, os que estavam estudando na década de 1990, começo dos anos 2000 e que viram o florescer desse trabalho unindo design e artesanato. O que acontece? As pessoas estão voltando às universidades, alguns estão virando professores, como é o meu caso, e eles estão contribuindo para esse processo de transformação. Digo que existe uma resistência da universidade porque a sinto, sinto nos professores mais antigos, na maneira como eles tratavam estes trabalhos de maneira pejorativa. Hoje menos, hoje eles aceitam, indicam, até porque vêem o nível de sucesso que os trabalhos e projetos têm – estamos florescendo nessa área. A questão é que a universidade não tem essa cultura, não tem essa tradição.
Apoiar esse tipo de projeto, como o Design Possível ou esses outros em diferentes partes do Brasil, faz com que se construa conhecimento, e isso vai mudar, depois, a maneira como se ensina. Os relatos que tenho de projetos em diferentes lugares sempre contam como o projeto começa como uma atividade de pesquisa ou de extensão e não como uma atividade acadêmica, não dentro de sala de aula. Ele começa fora e depois ele vai trazer para dentro da sala de aula essa experiência. A gente já vem tendo um processo de transformação intenso a partir dos anos 2000 e, depois de 2005, este processo se aprofundou ainda mais, a gente começa a ver florescer em muitos lugares essa mesma experiência e potencial. Sinto isso até pela vontade da existência do Design Possível em outros lugares, quer dizer, o fato de termos gente querendo fazer em diferentes localidades é justamente isso, é a aplicação do design em si, é a vontade de professores e alunos de fazer, de romper com a maneira com que hoje os cursos estão construídos. Para isso, eles estão se apropriando, tentado desenvolver suas próprias ferramentas, seus próprios conhecimentos.
Quais as particularidades dos projetos que nascem dentro das universidades?
Acho que varia muito de acordo com a forma como o projeto nasce. Ele pode estar dentro da universidade e ter uma relação só acadêmica ou ele pode ter uma relação mais “mercadológica”. É claro que a origem dos estudantes, dos professores e de todos aqueles que estão envolvidos com este projeto acaba contribuindo nesta definição. Você traz o seu histórico, então se você é um professor mais ligado ao mercado, se alguém que já tem um escritório começar um projeto ligado ao terceiro setor, ele vai trazer esse olhar para dentro desse projeto. Quando a universidade estimula uma ação, ela tem um desejo claro: um trabalho extra-muro. Trata-se de uma atividade de extensão, em especial nas universidades. A universidade se sustenta no tripé pesquisa, ensino e extensão. Cada vez mais as universidades vem fortalecendo esse pé de extensão. A universidade é diferente da faculdade e é diferente do curso. Quando é universidade, a atividade de extensão é estimulada e nasce com essa vontade de pegar o conhecimento da pesquisa e do ensino, e aplicar fora para ver se ele é verdadeiro. Na faculdade, nem sempre isso acontece.
O recorte dado no nascimento do projeto não garante que ele vai seguir assim para sempre, é só olhar o próprio Design Possível, que nasceu muito mais como uma atividade de extensão. Eu poderia dizer “Olha vai sempre ser um projeto acadêmico, e a gente vai ficar trocando os estudantes, o projeto não vai se desenvolver”, mas o problema é que não existia mercado para que esses estudantes que estavam dentro do projeto saíssem para trabalhar com design social. Então a gente criou o mercado. A gente criou uma organização que pudesse aceitar esses estudantes, para que eles pudessem seguir construindo. Ou seja, o fato da gente ter nascido dentro da universidade não nos prendeu àquela origem de: “Ah, só vou pesquisar, fazer iniciação científica, construir o meu trabalho de conclusão, escrever um livro e o meu projeto vai ficar preso a isso”. Não. Inclusive, para consolidar a parte econômica – sustentável – e poder dar continuidade ao trabalho, deixamos a pesquisa em segundo plano. Sempre publicamos trabalhos, sempre tem gente envolvida com trabalho de graduação, mas o foco era tornar o Design Possível uma organização. E, no começo desse ano, fundamos, dentro do Design Possível, um negócio chamado LEDS, Laboratório de Estudos em Design e Sustentabilidade, que é uma tentativa de fazer, agora, o contrário. Se a gente está tendo sucesso econômico e na formação, agora está na hora da gente transformar esse sucesso de novo em conhecimento, em experiência e retorná-lo para a universidade – na forma de livro, de publicação, enfim. Diferente das outras áreas do Design Possível – a comercial, pedagógica – a gente entende que esse laboratório de estudos e pesquisa é transversal. Claro, ainda está no início, está nascendo dentro do Design Possível, então ele ainda vai criar forças, mas a idéia é que ele beba dessas experiências mais diretas para poder retornar. Olhando para essas duas observações, acho que nenhuma delas está errada, nem também totalmente certas. Acho que existe a possibilidade das duas coisas, de você ficar preso pelo universo acadêmico, se essa for a sua postura – e, de fato, a universidade tem esse desejo de: “Ah, esse projeto é meu” –, mas a universidade fornece também um respaldo para o início, que permite maior ousadia do que um negócio simplesmente focado em venda ou desenvolvimento de produtos teria. Um negócio nunca estaria preocupado com a perpetuação do conhecimento, com a seqüência da atividade, por isso que você encontra, nos trabalhos acadêmicos, maior fundamentação com relação ao que está sendo feito.
Como os alunos recebem este tipo de projeto? Há uma nova geração preocupada com todas essas questões?
As pessoas desta faixa etária buscam, agora, outro tipo de sucesso. Não sou eu que estou falando isso. A expressão geração Y foi criada justamente para designar esta mudança. Hoje, jovens buscam muito mais o engajamento. O sucesso econômico, que é o que a geração anterior buscava, não é mais suficiente para satisfazer e trazer felicidade. Sinto que uma porcentagem maior dos alunos tem, de fato, outros objetivos. Querem, claro, ganhar dinheiro, construir uma vida bacana, alguns querem se tornar professores, outros querem ser famosos, mas muitos deles querem usar o conhecimento, usar aquilo que eles escolheram como profissão, em prol da sociedade. Sem deixar de ganhar dinheiro, sem deixar de ficar famoso, querem que aquilo que eles estão fazendo faça sentido, que faça sentido de uma maneira mais ampla, querem se sentir bem com aquilo que eles fazem. Acho que essa é uma preocupação, um tipo de engajamento, que as gerações anteriores tinham em menor proporção. Havia menos gente preocupada, se aquilo que estavam fazendo fazia sentido ou não. “Ah, mandou eu jogar lixo nuclear aqui no buraco, está pagando bem, estou jogando”. Até esse tipo de expressão é muito característica: “Tá pagando bem, que mal tem?”. Não é isso? “Pagando, tudo bem”. Hoje há uma porcentagem menor de gente que escolhe se submeter a qualquer tipo de trabalho ou a qualquer tipo de ação, simplesmente para conquistar dinheiro ou fama. Pelo menos na área de design, eu sinto que tem cada vez mais estudantes engajados ou buscando esse sentido. No Mackenzie a gente tem um semestre que é Projeto Socioambiental, então agora eles têm essa experiência dentro da grade, que é uma coisa recente, de três ou quatro anos para cá. Eu vejo que esses alunos, mesmo depois, indo para o mercado, mudam o olhar, muda a maneira como eles vão se relacionar com o mercado. Conseqüentemente, a gente vai ter, em cinco ou dez anos, uma mudança do mercado, o mercado vai estar mais aberto e mais permeável a produtos que tragam um outro tipo de benefício social. É um processo de mudança gradativa e essas experiências dentro da universidade, esses trabalhos de referência, são importantes para mostrar que é possível. Porque senão a primeira impressão de quem está na faculdade, está procurando, é: “nessa área eu não vou, eu não quero, isso é um sonho que não é válido”.
E agora o outro lado. Como o mercado tem recebido esse tipo de produto?
A gente tem níveis diferentes de consumidores. No Design Possível a gente tem operações de venda, que são tanto para o consumidor final quanto para empresas. No trabalho direto com o consumidor, eu acho que ele se surpreende quando a gente diz que aquele produto é um produto feito com material recuperado, ou que aquele produto é feito numa comunidade carente. Conseguimos alcançar um nível de qualidade e de confiabilidade no design, que faz com que o produto não pareça com a imagem que o consumidor tinha do produto social. A gente usa, brincando, a expressão “guarda-pó”. A maior parte dos produtos sociais hoje, principalmente aqueles que não utilizam o design como estratégia, como ferramenta, são “guarda-pó”, ou seja, coisas que você compra para ajudar a organização e o grupo, mas que não vai utilizar de fato. Com a entrada do design, você tem a possibilidade de mudar isso, usar aquela mesma técnica, o saber, o conhecimento material, mas tornar aquilo uma coisa mais útil para o usuário. A gente tem até casos engraçados. No caso do Arrastão, quando os consumidores vêem as sacolas, dizem: “Não dá para me dar duas dessas aqui?”. “Não dá, porque elas são feitas de material recuperado, não tem duas iguais”. “Mas como assim não tem duas iguais? Eu quero outra igual!”. Então tem também uma mudança de percepção do consumidor. O material tinha sido jogado fora e virou uma bolsa, está bem acabado. Aí o consumidor fala: “Mas foi feito na favela mesmo?” Eles ficam até um pouco incrédulos. O mais difícil, hoje, é fazer com que os produtos evidenciem a história que está por trás dele. Esse é um papel importante do designer. Estamos trabalhando em um projeto que se chama A invisível história por trás dos produtos. A bolsa comum não diz de onde ela veio, quem foi que produziu. Então a gente precisa tentar comunicar isso. Esse é o papel do designer agora, com um trabalho de comunicação mais profissional, um trabalho de identificação e identidade dos produtos, para que o consumidor perceba qual é aquele produto. Se fizermos um produto na comunidade da mesma forma que os chineses fazem produtos na China, a gente nunca vai conseguir competir, porque você olha para as duas sacolas, por exemplo, e elas são iguais, não tem diferença. A diferença está na história que cada um deles carrega e no benefício que cada um deles, ao ser comprado pelo consumidor, gera. Isso é o que as empresas também procuram. As empresas querem comprar produtos sustentáveis, que tenham um engajamento social, porque elas querem ligar a marca delas a esse tipo de postura. Não tem outra intenção. Não é porque é mais barato, não é porque quer ajudar. As empresas precisam se aproximar desse mercado para melhorar sua imagem e fazer jus à divulgação sustentável que elas estão fazendo. Não adianta eu bradar para todo mundo que eu quero ser sustentável e depois comprar sacolas de PVC feitas na China. Eu preciso buscar outros fornecedores, outras formas de fazer com que o meu negócio exista com outro tipo de consumo. O consumo não muda só no consumidor na ponta, muda também nas empresas. Temos até trabalhado na formação de grupos de compradores sociais. Essa questão da sustentabilidade, do desenvolvimento social, já está consolidada no alto escalão. Os gestores, a parte estratégica, o marketing, todo mundo já entendeu e divulga isso. Só que ainda não é fácil capilarizar isso dentro da estrutura, porque o responsável pelas compras, o pessoal do almoxarifado, esses aí não entenderam ainda. Teremos agora esse trabalho de fazer isso descer das esferas superiores para a estrutura da empresa. E aí o responsável pelas compras vai perceber que pode comprar um produto de uma comunidade e pode comprar um produto de uma empresa. Às vezes ele vai optar pela empresa e às vezes ele vai optar pela comunidade. E os dois vão ter benefícios, resultados e imagens completamente diferentes, muitas vezes sendo o mesmo produto. Você pode ter o mesmo produto e um resultado de imagem ou de logística completamente distintos. É o que os consumidores já perceberam há mais tempo. Se eu tenho que comprar, porque não escolher alguma coisa que traga benefícios para a minha sociedade, para aquilo que está perto de mim? Se eu vou ter que comprar uma cadeira, vou escolher uma que ajude a não ter, depois, um menino no sinal, que ajude a não ter desabamento na favela, que ajude a melhorar os problemas que hoje a gente encontra em um ambiente como São Paulo.
Em 2008, fui, junto com uma colega, conhecer a favela Monte Azul onde há, inclusive, uma loja com produtos do Design Possível. Em determinado momento, dois rapazes passaram por nós e um disse para o outro: “Olha os gringos aí”, em um tom bastante pejorativo e expressando um grande desconforto com a nossa presença. Como os designer e alunos – em sua maioria brancos, de classe média ou alta – são recebidos nas favelas em que vocês trabalham?
Essa é a primeira imagem que vai cair. E este é, talvez, um produto que, a médio prazo, tenha maior sucesso dentro do Design Possível. Tenho três alunos no Mackenzie que são ou eram da Monte Azul. O trabalho de convívio com a comunidade, também muda o perfil do universitário. Toda segunda e sexta-feira, eu dou aula para o Samuel, que trabalha no operacional e dou aula para o Ronaldo, que está na loja. Claro, eles se sentiram estimulados, a gente facilitou o acesso, conseguimos bolsa etc., porque a gente esteve lá e despertou isso neles. Antes deles, o Roberto da Monte Azul também tinha feito esse trabalho. A gente tem outros dois alunos do Projeto Arrastão. Essas são as pessoas que eu imagino que, a médio prazo, vão substituir o Design Possível nessas comunidades. Para que você precisa de um designer de fora? Você deveria ter um designer de dentro. Por que não formar um designer lá dentro? Em quatro anos, a gente já vai ter esses meninos formados e com experiências para atuar sozinhos tanto na Monte Azul quanto no Arrastão, sem precisar da gente. Essa vai ser a primeira mudança.
A impressão que tive na época da visita era a de que talvez eles não quisessem a presença de pessoas de fora. Pensei que, talvez, este tipo de trabalho seja mais interessante para quem está conduzindo e propondo do que para quem está recebendo, digamos assim. Muitas vezes, a simples entrada de um estranho em uma favela com o objetivo de levar projetos pode interpretada como uma violência.
Acho que quando não é bem conduzido, é uma violência mesmo. Mas, ao contrário, sinto sempre uma muito boa acolhida. Acho que ela é diferente para cada um dos lugares e precisa ser muito bem conduzida. A gente não tem aulas de relacionamento nas faculdades e isso é um conteúdo que nós temos que passar para os educadores que trabalham com a gente, senão o primeiro impacto é sempre negativo. É claro que quem está do outro lado, que já tem uma auto-estima muito mais baixa, que já tem muita dificuldade, vai ficar sempre na defensiva. Então questões muito simples, como postura, o jeito como se chega, a forma como se dirige – que em qualquer outro lugar não teriam relevância – são muito importantes neste tipo de trabalho. Tem coisas que não tem nada a ver com design. Por exemplo: é muito importante abraçar as pessoas, cumprimentar todo mundo. Esse tipo de relacionamento é sentido muito mais rapidamente do que o retorno do trabalho que você faz. É preciso um outro tipo de atitude. Talvez isso seja uma coisa minha, talvez seja porque estamos em várias organizações diferentes. Acho que este tipo de repulsa é localizada, não sinto nos outros lugares.
Reportagem extraída na íntegra do site "A Casa - museu do objeto brasileiro", disponível em: http://www.acasa.org.br/ensaio.php?id=237&modo=
Ivo Pons é designer, professor, pesquisador e idealizador do projeto Design Possível
Fale um pouco sobre sua trajetória. De a sua formação até o nascimento do projeto Design Possível, como foi o processo?
Eu sou designer. Me formei em Desenho Industrial em 2001, fiz mestrado em Educação, Arte e História da Cultura e estou concluindo o doutorado na área de Arquitetura e Urbanismo, estudando metodologia de projetos ligados à sustentabilidade. Antes de vir à universidade e tornar-me professor, trabalhei em indústria e tive um escritório. Nesta época, quando tinha escritório, comecei a fazer trabalhos no terceiro setor.
Na minha família há um histórico de gente que já atuou no terceiro setor e eu acabei descobrindo uma área que não conhecia. Normalmente, o pessoal que trabalha no neste setor tem a impressão de que trabalhar ali é trabalhar como voluntário, fazendo uma coisa que não se está acostumado a fazer. As pessoas falam assim: “Ah, sou um empresário e vou lá pintar uma creche”. E eu acabei descobrindo, por uma indicação de uma tia, uma ONG em que eu poderia aplicar design, ou seja, eu podia fazer design para eles e provocar transformação social. Isso mudou a maneira como eu olhava para o design, a maneira como eu olhava para a minha própria profissão e, mais tarde, até a maneira como fui me aprofundando nos estudos.
De 2005 para 2006, nasceu o design possível, que começou como uma atividade de extensão da universidade. Eu tinha essa experiência de trabalho em comunidade e, no Salão do Móvel de Milão, conheci um professor da Universidade de Firenze que tinha experiência na África. Aí resolvemos fazer um projeto juntos. Depois o projeto acabou perdendo essa característica por causa da distância e da dificuldade, mas os alunos envolvidos aqui no Brasil ficaram muito engajados e resolvemos tocar o projeto pra frente. Hoje, o Design Possível é uma ONG que utiliza o design como uma ferramenta de inserção comercial para comunidades carentes e, mais do que isso, promove o e a transformação de pesquisa em design.
De acordo com o site do Design Possível, pessoas formadas pela Universidade de Firenze ainda fazem parte da equipe.
Quando digo que hoje não temos mais o vínculo, o que estou querendo dizer é que, antes, tratava-se, explicitamente, de um projeto de cooperação internacional e extensão. Hoje ele perdeu esse caráter. Temos pessoas da Itália que vieram para cá e gente daqui que foi pra lá, mas nós não seguimos com esse mesmo modelo. Ainda há italianos, mas já são formados, eles não tem mais o vínculo com a universidade. A relação não é mais pautada nisso. Ele nasceu sendo isso, mas hoje essa não é a razão principal, a razão principal é o trabalho desenvolvido pelas comunidades daqui.
Mais especificamente, o que é Design Possível?
O Design Possível, hoje, é uma associação sem fins lucrativos que faz um trabalho de promoção e aplicação do design, usando a sustentabilidade como direção. Fazemos o trabalho de desenvolvimento de produtos junto a comunidades carentes, o trabalho de comercialização desses produtos, o desenvolvimento de identidade de marca, o trabalho de ativismo e de estimular o protagonismo estudantil, que é outra forma de estimular o design, e temos um trabalho de gestão interna, para tornar a própria organização sustentável. São quatro grandes áreas dentro do Design Possível: comercial, administrativa, pedagógica, que é o trabalho de formação, e de comunicação.
Temos três embriões do Design Possível em outras partes do Brasil. Está nascendo um Design Possível em Manaus – que já tem, inclusive, um projeto –, em Curitiba e em Florianópolis – eu vou esse final de semana para lá. Buscamos sempre usar essa metodologia e essa experiência que tivemos para poder interagir com outros lugares. Claro que o Design Possível de Manaus não vai ser igual ao Design Possível de São Paulo – nem tem essa pretensão –, mas a gente tem conhecimentos adquiridos ao longo desses quase cinco anos de trabalho que podem auxiliar o pessoal de lá a trabalhar com design sem sair da área social.
Acho que esse foi o aprendizado que a gente teve com o design possível. Na universidade, todo mundo sonhava em trabalhar em uma fábrica. O Design Possível era uma experiência para os alunos saberem que existiam outras possibilidades. Ninguém de dentro da faculdade sonhava em sair e trabalhar no terceiro setor. Passados cinco anos, hoje isso é possível. Vejo alunos que se formaram que hoje vivem do trabalho ligado ao terceiro setor. O trabalho deles é promover esse desenvolvimento social.
As células do Design Possível que estão nascendo em outros lugares do Brasil estão também vinculadas a alguma universidade local ou trabalham apenas com alguma comunidade de artesãos?
Normalmente, é um grupo de estudantes que se reúne e decide trabalhar nessa ação social, às vezes inspirados por uma palestra ou alguma outra atividade que promovemos. Normalmente, temos pessoas de mais de uma universidade. Elas começam a se reunir e trabalhar para tornar o projeto sustentável, buscando transformar isso em um “negócio” para as comunidades, e tentando aplicar aquilo que eles aprenderam na faculdade. Em dois desses lugares, professores também participam, então não é uma atividade isolada dos estudantes, tem um envolvimento dos docentes.
Eles estão tentando trilhar os seus próprios caminhos, entender qual é a particularidade, por exemplo, quando eu trabalho com uma comunidade em Manaus, que tem um outro tempo, uma outra sazonalidade, ou em Florianópolis, que é um outro tipo de localidade, uma outra característica de produto e de consumo.
Você havia falado sobre a idéia corrente de que trabalhar no terceiro setor é fazer trabalho voluntário. Há remuneração àqueles que participam do projeto? Inclusive aos alunos?
Hoje, no design possível de São Paulo, temos três voluntários – de uma equipe de dezessete –, todo os outros são remunerados. Quando você é estudante, você é estagiário. Nessas células nos outros lugares, o trabalho começa como uma ação voluntária, até que apareçam os primeiros projetos.
Não há uma única via, a gente ainda está descobrindo como vai ser. Manaus acabou de conquistar o primeiro cliente, que é uma organização que apóia grupos produtivos e está contratando o Design Possível de Manaus para fazer um trabalho de desenvolvimento de marca e embalagem para três diferentes comunidades. Então eles vão começar trabalhando e recebendo. Em Florianópolis, eles conseguiram uma parceria com o CEFET e estão começando um trabalho cujo apoio ainda é “acadêmico”. Eles ainda não têm atividades sustentáveis, mas a sustentabilidade vem dessa parceria com a universidade. A gente imagina que não há uma receita, o importante é ir cutucando para encontrar a solução possível em cada um dos lugares.
O Design Possível está preocupado principalmente com a função social do design. O design tem uma função social? O que o design pode oferecer à sociedade? Há exemplos de onde e de que modo isso ocorre? Quais os projetos viabilizados pelo Design Possível que provam que o design tem mesmo uma função social?
O design tem uma relação intrínseca com o social. Aquilo que a gente faz é para a sociedade, o fim maior de tudo o que qualquer designer faz tem a ver com a sociedade. O que muda no trabalho que o Design Possível faz é o que a gente quer e para onde a gente quer que essa sociedade vá.
No instante em que eu desenvolvo um carro, que eu desenho um abajur ou que eu faço um sofá, eu sei que alguém vai usar e isso vai mexer com a sociedade de alguma forma, gerando emprego, estimulando a produção etc. Ótimo. Os benefícios desse meu trabalho podem vir para o industrial, para o comerciante ou podem ser articulados em outras direções. Não há uma única direção, há várias, e a gente está testando algumas delas. Pode-se desenvolver produtos cujos fins sejam a resolução de situações de problema ou a promoção de melhorias na sociedade. Por exemplo, uma vez fizemos um workshop de móveis temporários para desabrigados. Ninguém tinha nos contratado e chamamos um grupo de profissionais e um grupo grande de estudantes, e colocamos todo mundo junto, num sábado, para desenvolver projetos que seriam dados para a sociedade.
Temos projetos em que a matéria-prima, a origem, é social, ou seja, você tem uma produção que pode até ser industrial, mas você, como designer, como articulador dessa cadeia, trabalha para que exista a inserção de uma comunidade, de um produto regional ou de um acabamento que é, de repente, culturalmente restrito no Brasil. A gente pode ter a produção ligada à sociedade, ao beneficio social. Pode-se contribuir com o trabalho de comunidades produtoras, facilitando sua inclusão nos mercados. Pode-se facilitar o descarte, enfim.
A maneira com que o designer se relaciona com a produção, com a matéria-prima ou com o fim do projeto não muda, o que muda é aquilo que ele quer para a sociedade. Se em um projeto normal em que eu sou contratado por um industrial, a única coisa com que estou preocupado é que aquele projeto tenha sucesso econômico para que isso retorne para o industrial, no trabalho que fazemos a gente não quer só o sucesso econômico, a gente quer a perspectiva de continuidade da sociedade do ponto de vista da sustentabilidade, quer que o benefício desse sucesso econômico seja destinado àquele que tem maior dificuldade na localidade. É evidente que a gente faz parcerias com diferentes níveis de mercado – participam os comerciantes, participam os industriais –, mas a idéia é que o fim maior desse processo beneficie alguém que hoje está excluído. Quando você faz isso, o design atua de fato na mudança dessas hierarquias que existem na sociedade, atacando onde estão os problemas.
Não existe um único problema, os problemas são diferentes em cada um dos lugares. Em uma cidade como São Paulo, a gente trabalha muito com a periferia, que é a área desprovida do aparato governamental. Fazemos um trabalho de inclusão para fazer com que essas pessoas que estão à margem se incluam no mercado e possam tanto consumir quanto produzir, fazendo parte desse processo do qual hoje elas não fazem. Talvez o Design Possível de Manaus encontre uma realidade completamente diferente e a questão social a ser trabalhada lá seja a relação com as comunidades ribeirinhas distantes, por exemplo.
O que muda é o sentido daquilo que estamos fazendo, não a ação em si. Projetar continua sendo projetar, a gente continua tendo especificações do cliente do mesmo modo, temos problemas de produção, problemas de logística, isso não muda. O bom projeto sempre vai ser o bom projeto, o fim que você quer obter com isso é que se transformou.
Se olharmos para a própria atuação do designer há três ou quatro décadas, veremos que ele estava muito preocupado em viabilizar produtivamente um produto, isto é, ele queria que aquele produto fosse produzido em série. Depois disso, o design passou a ter um enfoque mais comercial, então não era só transformar aquele produto em uma peça a ser vendida em série, fácil de ser produzida, era também torná-lo atrativo para o mercado consumidor. E aí começamos a usar estratégias ligadas ao design, como o marketing. Mais recentemente, há uma percepção de que o design articula toda a cadeia do produto, e isso faz com que ele tenha uma responsabilidade maior que não se restringe apenas à etapa de produção e de comercialização. É todo o processo. Dessa forma, não podemos olhar só para o industrial ou só para o mercado que está sendo atingido, só para o consumidor, precisamos olhar para a sociedade como um todo.
O slogan de vocês diz: “Design ecologicamente correto, socialmente envolvido, economicamente justo”. Este é exatamente o tripé da sustentabilidade. Embora o termos sustentabilidade apareça no site e nos materiais de divulgação do Design Possível, aparentemente ele é usado de maneira discreta. A impressão que tenho é a de que vocês falam de sustentabilidade sem utilizar esta palavra. É isso mesmo? Isso é proposital? Vivemos um momento em que o termo sustentabilidade é muito empregado – por vezes, sem qualquer critério –, até mesmo como estratégia de marketing. Vocês estão seguindo um caminho contrário?
A gente vem da área acadêmica, nascemos dentro da universidade. Sou professor, coordeno uma pós-graduação em Design para a sustentabilidade, no Mackenzie, então tenho uma preocupação muito grande com aquilo que a gente diz e aquilo que a gente faz. Sustentabilidade é um termo que, hoje, está sendo amplamente utilizado, mas suas definições ainda não caíram para a população de um modo geral. Academicamente, ele até tem definições bem sólidas, mas a maneira com que as pessoas se apropriam para comunicação, para o marketing, é muito pouco profunda. A gente tenta usar o design como comunicação e, através dele e do trabalho que a gente faz, mostrar o que é que estamos fazemos. É sustentabilidade? É, porque a gente desenvolve a viabilidade econômica desses grupos, a gente usa, na maior parte das vezes, materiais reutilizados, recuperados ou reciclados e, de fato, o benefício dessas duas ações vai para área social. Então, é sustentabilidade. Mas, se eu disse só “sustentabilidade”, algumas pessoas, principalmente as pessoas que não são da área de design, não estão envolvidas, o leigo que acessa o nosso site querendo entender o que são os produtos ou que comprou o produto, leu na tag e quer entender um pouco mais sobre o projeto, vão nos enxergar como mais uma entidade no meio de tantas outras que dizem que fazem sustentabilidade, nos associando a empresas como o Banco Real e o Santander. A gente não quer ser igual nem ao Real, nem ao Santander, então talvez por isso falamos a mesma coisa de uma maneira diferente.
Como o Design Possível enxerga a relação entre design e artesanato?
Essa é uma relação que existe e eu acho que a gente deve partir deste ponto. Há puritanos dos dois lados: uns dizem que o artesanato deve permanecer intocado e outros dizem que design que mexe com artesanato não é design. Há esses dois extremos. O que eu vivencio é que o design tem uma influência que pode permear todos os tipos de produção, inclusive o artesanato. Fica um pouco difícil de dizer onde é que está o limite desta relação, ou se existe, de fato, um limite. É verdade o que dizem os puritanos do lado do artesanato, que muitos designers, por não saberem ou por não terem clareza daquilo que pretendem, vão em direção ao artesanato e o matam. E é verdade o que dizem os puritanos do lado do design, que se você tomar o design unicamente como desenho industrial, na medida em que você se aproxima do artesanato, você se afasta dessa outra conotação, dessa outra origem. Mas acho que nenhum dos dois lados está totalmente correto. São experiências mal sucedidas do ponto de vista do artesanato e sentidos de utilização do design distantes da sua origem.
O artesanato hoje é uma realidade muito forte dentro do Brasil. Somos um país de pessoas que tem essa inquietude por fazer, pelo trabalho manual e pelo artesanato. O artesanato feito daquela maneira mais tradicional como a gente conhece permanece em regiões mais distantes. À medida que as pessoas foram se concentrando nas cidades, elas trouxeram essa cultura artesanal para a cidade e essa cultura se mesclou com o mercado, se misturou com outras culturas de pessoas que vieram de outros lugares, e tivemos o surgimento de outro tipo de artesanato, de outro tipo de manualidade, que é o que encontramos, por exemplo, na periferia. Quando chegamos à periferia, a gente encontra gente de Minas, do Nordeste, do Sul, com diferentes características artesanais. Eles perderam aquela identidade única, que o artesanato de raiz, da origem mesmo, do lugar dessas pessoas, tem. Isso não tira delas a vontade de fazer, não tira delas a vontade de construir. Ao contrario, cria uma nova perspectiva, porque essa pessoa, aqui na cidade, está ligada ao mercado de consumo, está ligada ao mercado de produção, ela quer fazer coisas. Mas aquele artesanato de origem não pode mais ser mais feito aqui, porque ela não tem mais a mesma cultura, não tem as pessoas de apoio, muitas vezes não tem os mesmos materiais. Então ela precisa inventar novas formas de fazer. Nessa realidade é que eu acho que o designer é ainda mais importante, porque ele pode potencializar essa ação para facilitar este processo. Nas comunidades mais distantes ele pode ajudar, mas o trabalho dele deve ser ainda mais criterioso, porque o risco de aculturar e transformar uma coisa que é histórica para o lado ruim é maior. Você sempre vai transformar. A partir do momento em que se cria a interferência, há transformação, mas, se você não tem ética e clareza sobre aquilo que você está fazendo, você corre o risco de anular, e é isso que é ruim.
Aqui no Brasil, a gente discute pouco até onde vai o limite do designer e até onde vai o limite do artesão e como esta articulação pode ser feita. Esta falha não é só dos órgãos que trabalham com design ou de pessoas que promovem o artesanato, é uma falha acadêmica também. O artesanato é muito malvisto dentro da universidade e a universidade não tem clareza em enxergar o papel do designer dentro deste mercado artesanal que pode ser aplicado com design. Com isso, a gente não forma gente preparada para lidar com isso e, ao não formar gente preparada para lidar com isso, a gente não tem discussão nesta área. Então acho que o primeiro ponto é exacerbar essa discussão, abri-la, para conseguir fazer com que pessoas que hoje estão dentro da universidade, os alunos e os professores, comecem a discutir esse papel e as pessoas que estão fora, que estão no mercado, comecem a atuar com mais propriedade e critério, para construirmos conhecimento nessa relação. Isso vai tanto favorecer quem já está fora, quanto ajudar a construir quem ainda está dentro da universidade.
De que forma o Design Possível promove esta interação? O designer vai às comunidades fazer uma interferência, adequando os produtos ao mercado? Entrega um desenho para o artesão desenvolver? O artesão participa desse processo?
Nesses grupos, a gente faz um trabalho de formação, e o objetivo é emancipá-los. Então a maneira com que a gente age dentro do grupo é diferente da forma com que os designers estão acostumados a agir dentro de uma indústria, por exemplo. Em uma indústria, eu posso desenhar o produto, ir até o cara da ferramentaria e dizer: “Olha, faça isso”. Em um grupo produtivo, em uma comunidade artesanal, se eu quero que ele se aproprie daquilo, eu nunca vou chegar com uma solução pronta. O artesão industrial, o ferramenteiro, é um funcionário, então a relação que ele tem com a empresa é outra: “Me paga, que eu venho ficar aqui tantas horas e eu faço”. A relação que temos com os grupos é diferente. Ajudamos pessoas a se tornarem grupos produtivos e ajudamos esses grupos produtivos a encontrarem uma fatia de mercado. Para isso, tem que ser deles e não nosso. Então o nosso trabalho é muito mais de articulação e mediação do que de identificação propriamente dita. Evitamos ao máximo chegar com idéias pré-concebidas. Colocamos os problemas para eles serem atores deste projeto. É claro que, nos diferentes momentos que o grupo vive, isso também muda.
No Projeto Arrastão, por exemplo, estamos indo para o terceiro grupo. O primeiro já está saindo da fase de incubação e vai se emancipar; o segundo vai entrar na fase de formação empreendedora; o terceiro vai começar agora, é um grupo novo, de mães. Para o grupo que está se emancipando, eu posso dar problemas que eles vão me trazer soluções em produtos, porque eles já vivenciaram esse processo. O grupo que está entrando na fase empreendedora precisa de um acompanhamento muito maior, precisa de um tutor durante o processo, senão eles não vão chegar ao resultado final e, se eles não chegarem ao resultado final, que é um produto para ser apresentado ao cliente, eles não vão conseguir vender, não vão ganhar dinheiro e o grupo não vai existir. O grupo que está começando precisa de ainda mais. Tudo o que eles vão ter nessa primeira etapa é uma consolidação técnica entre eles, então eles precisam ainda mais de acompanhamento.
Portanto, essa relação muda nos diferentes lugares em que a gente atua, mas ela é muito mais de mediação, de um olhar diferente, de entender como esse produto pode se inserir no mercado, do que um trabalho de construção de um novo produto propriamente dito. Às vezes, o trabalho que fazemos é simplesmente de reposicionamento: “Olha, esse mercado que você está é um mercado de baixo valor agregado e não dá para competir com esse tipo de produto; que tal usar essa mesma expertise e trabalhar em uma outra área?”. Então, às vezes, é um aconselhamento. Sinto que os grupos têm menos problemas com o desenvolvimento de produtos e mais problemas com gestão, com produção e com organização logística, organização de entregas. E acho que trabalhar essas outras áreas também é papel do designer. É mais difícil conseguir fazer com que o produto chegue com qualidade, fazer com que ele seja logisticamente adequado do ponto de vista do transporte, esse tipo de coisa. Esses são os aspectos que tem uma maior interferência do designer, mais do que a estética, pelo menos no caso das comunidades mais artesanais – essa é uma bagagem que elas já trazem. Mas, como falei, cada grupo tem uma característica diferente.
Você comentou que o artesanato ainda é muito malvisto nas universidades. No entanto, no 1° Prêmio Objeto Brasileiro, tivemos, entre os finalistas, três projetos oriundos em universidades (Design Possível, Imaginário Pernambucano e Sempre Savassi). Está havendo uma mudança?
Acho que estamos vivendo justamente este momento de descoberta das universidades e dos professores – principalmente os mais novos, os que estavam estudando na década de 1990, começo dos anos 2000 e que viram o florescer desse trabalho unindo design e artesanato. O que acontece? As pessoas estão voltando às universidades, alguns estão virando professores, como é o meu caso, e eles estão contribuindo para esse processo de transformação. Digo que existe uma resistência da universidade porque a sinto, sinto nos professores mais antigos, na maneira como eles tratavam estes trabalhos de maneira pejorativa. Hoje menos, hoje eles aceitam, indicam, até porque vêem o nível de sucesso que os trabalhos e projetos têm – estamos florescendo nessa área. A questão é que a universidade não tem essa cultura, não tem essa tradição.
Apoiar esse tipo de projeto, como o Design Possível ou esses outros em diferentes partes do Brasil, faz com que se construa conhecimento, e isso vai mudar, depois, a maneira como se ensina. Os relatos que tenho de projetos em diferentes lugares sempre contam como o projeto começa como uma atividade de pesquisa ou de extensão e não como uma atividade acadêmica, não dentro de sala de aula. Ele começa fora e depois ele vai trazer para dentro da sala de aula essa experiência. A gente já vem tendo um processo de transformação intenso a partir dos anos 2000 e, depois de 2005, este processo se aprofundou ainda mais, a gente começa a ver florescer em muitos lugares essa mesma experiência e potencial. Sinto isso até pela vontade da existência do Design Possível em outros lugares, quer dizer, o fato de termos gente querendo fazer em diferentes localidades é justamente isso, é a aplicação do design em si, é a vontade de professores e alunos de fazer, de romper com a maneira com que hoje os cursos estão construídos. Para isso, eles estão se apropriando, tentado desenvolver suas próprias ferramentas, seus próprios conhecimentos.
Quais as particularidades dos projetos que nascem dentro das universidades?
Acho que varia muito de acordo com a forma como o projeto nasce. Ele pode estar dentro da universidade e ter uma relação só acadêmica ou ele pode ter uma relação mais “mercadológica”. É claro que a origem dos estudantes, dos professores e de todos aqueles que estão envolvidos com este projeto acaba contribuindo nesta definição. Você traz o seu histórico, então se você é um professor mais ligado ao mercado, se alguém que já tem um escritório começar um projeto ligado ao terceiro setor, ele vai trazer esse olhar para dentro desse projeto. Quando a universidade estimula uma ação, ela tem um desejo claro: um trabalho extra-muro. Trata-se de uma atividade de extensão, em especial nas universidades. A universidade se sustenta no tripé pesquisa, ensino e extensão. Cada vez mais as universidades vem fortalecendo esse pé de extensão. A universidade é diferente da faculdade e é diferente do curso. Quando é universidade, a atividade de extensão é estimulada e nasce com essa vontade de pegar o conhecimento da pesquisa e do ensino, e aplicar fora para ver se ele é verdadeiro. Na faculdade, nem sempre isso acontece.
O recorte dado no nascimento do projeto não garante que ele vai seguir assim para sempre, é só olhar o próprio Design Possível, que nasceu muito mais como uma atividade de extensão. Eu poderia dizer “Olha vai sempre ser um projeto acadêmico, e a gente vai ficar trocando os estudantes, o projeto não vai se desenvolver”, mas o problema é que não existia mercado para que esses estudantes que estavam dentro do projeto saíssem para trabalhar com design social. Então a gente criou o mercado. A gente criou uma organização que pudesse aceitar esses estudantes, para que eles pudessem seguir construindo. Ou seja, o fato da gente ter nascido dentro da universidade não nos prendeu àquela origem de: “Ah, só vou pesquisar, fazer iniciação científica, construir o meu trabalho de conclusão, escrever um livro e o meu projeto vai ficar preso a isso”. Não. Inclusive, para consolidar a parte econômica – sustentável – e poder dar continuidade ao trabalho, deixamos a pesquisa em segundo plano. Sempre publicamos trabalhos, sempre tem gente envolvida com trabalho de graduação, mas o foco era tornar o Design Possível uma organização. E, no começo desse ano, fundamos, dentro do Design Possível, um negócio chamado LEDS, Laboratório de Estudos em Design e Sustentabilidade, que é uma tentativa de fazer, agora, o contrário. Se a gente está tendo sucesso econômico e na formação, agora está na hora da gente transformar esse sucesso de novo em conhecimento, em experiência e retorná-lo para a universidade – na forma de livro, de publicação, enfim. Diferente das outras áreas do Design Possível – a comercial, pedagógica – a gente entende que esse laboratório de estudos e pesquisa é transversal. Claro, ainda está no início, está nascendo dentro do Design Possível, então ele ainda vai criar forças, mas a idéia é que ele beba dessas experiências mais diretas para poder retornar. Olhando para essas duas observações, acho que nenhuma delas está errada, nem também totalmente certas. Acho que existe a possibilidade das duas coisas, de você ficar preso pelo universo acadêmico, se essa for a sua postura – e, de fato, a universidade tem esse desejo de: “Ah, esse projeto é meu” –, mas a universidade fornece também um respaldo para o início, que permite maior ousadia do que um negócio simplesmente focado em venda ou desenvolvimento de produtos teria. Um negócio nunca estaria preocupado com a perpetuação do conhecimento, com a seqüência da atividade, por isso que você encontra, nos trabalhos acadêmicos, maior fundamentação com relação ao que está sendo feito.
Como os alunos recebem este tipo de projeto? Há uma nova geração preocupada com todas essas questões?
As pessoas desta faixa etária buscam, agora, outro tipo de sucesso. Não sou eu que estou falando isso. A expressão geração Y foi criada justamente para designar esta mudança. Hoje, jovens buscam muito mais o engajamento. O sucesso econômico, que é o que a geração anterior buscava, não é mais suficiente para satisfazer e trazer felicidade. Sinto que uma porcentagem maior dos alunos tem, de fato, outros objetivos. Querem, claro, ganhar dinheiro, construir uma vida bacana, alguns querem se tornar professores, outros querem ser famosos, mas muitos deles querem usar o conhecimento, usar aquilo que eles escolheram como profissão, em prol da sociedade. Sem deixar de ganhar dinheiro, sem deixar de ficar famoso, querem que aquilo que eles estão fazendo faça sentido, que faça sentido de uma maneira mais ampla, querem se sentir bem com aquilo que eles fazem. Acho que essa é uma preocupação, um tipo de engajamento, que as gerações anteriores tinham em menor proporção. Havia menos gente preocupada, se aquilo que estavam fazendo fazia sentido ou não. “Ah, mandou eu jogar lixo nuclear aqui no buraco, está pagando bem, estou jogando”. Até esse tipo de expressão é muito característica: “Tá pagando bem, que mal tem?”. Não é isso? “Pagando, tudo bem”. Hoje há uma porcentagem menor de gente que escolhe se submeter a qualquer tipo de trabalho ou a qualquer tipo de ação, simplesmente para conquistar dinheiro ou fama. Pelo menos na área de design, eu sinto que tem cada vez mais estudantes engajados ou buscando esse sentido. No Mackenzie a gente tem um semestre que é Projeto Socioambiental, então agora eles têm essa experiência dentro da grade, que é uma coisa recente, de três ou quatro anos para cá. Eu vejo que esses alunos, mesmo depois, indo para o mercado, mudam o olhar, muda a maneira como eles vão se relacionar com o mercado. Conseqüentemente, a gente vai ter, em cinco ou dez anos, uma mudança do mercado, o mercado vai estar mais aberto e mais permeável a produtos que tragam um outro tipo de benefício social. É um processo de mudança gradativa e essas experiências dentro da universidade, esses trabalhos de referência, são importantes para mostrar que é possível. Porque senão a primeira impressão de quem está na faculdade, está procurando, é: “nessa área eu não vou, eu não quero, isso é um sonho que não é válido”.
E agora o outro lado. Como o mercado tem recebido esse tipo de produto?
A gente tem níveis diferentes de consumidores. No Design Possível a gente tem operações de venda, que são tanto para o consumidor final quanto para empresas. No trabalho direto com o consumidor, eu acho que ele se surpreende quando a gente diz que aquele produto é um produto feito com material recuperado, ou que aquele produto é feito numa comunidade carente. Conseguimos alcançar um nível de qualidade e de confiabilidade no design, que faz com que o produto não pareça com a imagem que o consumidor tinha do produto social. A gente usa, brincando, a expressão “guarda-pó”. A maior parte dos produtos sociais hoje, principalmente aqueles que não utilizam o design como estratégia, como ferramenta, são “guarda-pó”, ou seja, coisas que você compra para ajudar a organização e o grupo, mas que não vai utilizar de fato. Com a entrada do design, você tem a possibilidade de mudar isso, usar aquela mesma técnica, o saber, o conhecimento material, mas tornar aquilo uma coisa mais útil para o usuário. A gente tem até casos engraçados. No caso do Arrastão, quando os consumidores vêem as sacolas, dizem: “Não dá para me dar duas dessas aqui?”. “Não dá, porque elas são feitas de material recuperado, não tem duas iguais”. “Mas como assim não tem duas iguais? Eu quero outra igual!”. Então tem também uma mudança de percepção do consumidor. O material tinha sido jogado fora e virou uma bolsa, está bem acabado. Aí o consumidor fala: “Mas foi feito na favela mesmo?” Eles ficam até um pouco incrédulos. O mais difícil, hoje, é fazer com que os produtos evidenciem a história que está por trás dele. Esse é um papel importante do designer. Estamos trabalhando em um projeto que se chama A invisível história por trás dos produtos. A bolsa comum não diz de onde ela veio, quem foi que produziu. Então a gente precisa tentar comunicar isso. Esse é o papel do designer agora, com um trabalho de comunicação mais profissional, um trabalho de identificação e identidade dos produtos, para que o consumidor perceba qual é aquele produto. Se fizermos um produto na comunidade da mesma forma que os chineses fazem produtos na China, a gente nunca vai conseguir competir, porque você olha para as duas sacolas, por exemplo, e elas são iguais, não tem diferença. A diferença está na história que cada um deles carrega e no benefício que cada um deles, ao ser comprado pelo consumidor, gera. Isso é o que as empresas também procuram. As empresas querem comprar produtos sustentáveis, que tenham um engajamento social, porque elas querem ligar a marca delas a esse tipo de postura. Não tem outra intenção. Não é porque é mais barato, não é porque quer ajudar. As empresas precisam se aproximar desse mercado para melhorar sua imagem e fazer jus à divulgação sustentável que elas estão fazendo. Não adianta eu bradar para todo mundo que eu quero ser sustentável e depois comprar sacolas de PVC feitas na China. Eu preciso buscar outros fornecedores, outras formas de fazer com que o meu negócio exista com outro tipo de consumo. O consumo não muda só no consumidor na ponta, muda também nas empresas. Temos até trabalhado na formação de grupos de compradores sociais. Essa questão da sustentabilidade, do desenvolvimento social, já está consolidada no alto escalão. Os gestores, a parte estratégica, o marketing, todo mundo já entendeu e divulga isso. Só que ainda não é fácil capilarizar isso dentro da estrutura, porque o responsável pelas compras, o pessoal do almoxarifado, esses aí não entenderam ainda. Teremos agora esse trabalho de fazer isso descer das esferas superiores para a estrutura da empresa. E aí o responsável pelas compras vai perceber que pode comprar um produto de uma comunidade e pode comprar um produto de uma empresa. Às vezes ele vai optar pela empresa e às vezes ele vai optar pela comunidade. E os dois vão ter benefícios, resultados e imagens completamente diferentes, muitas vezes sendo o mesmo produto. Você pode ter o mesmo produto e um resultado de imagem ou de logística completamente distintos. É o que os consumidores já perceberam há mais tempo. Se eu tenho que comprar, porque não escolher alguma coisa que traga benefícios para a minha sociedade, para aquilo que está perto de mim? Se eu vou ter que comprar uma cadeira, vou escolher uma que ajude a não ter, depois, um menino no sinal, que ajude a não ter desabamento na favela, que ajude a melhorar os problemas que hoje a gente encontra em um ambiente como São Paulo.
Em 2008, fui, junto com uma colega, conhecer a favela Monte Azul onde há, inclusive, uma loja com produtos do Design Possível. Em determinado momento, dois rapazes passaram por nós e um disse para o outro: “Olha os gringos aí”, em um tom bastante pejorativo e expressando um grande desconforto com a nossa presença. Como os designer e alunos – em sua maioria brancos, de classe média ou alta – são recebidos nas favelas em que vocês trabalham?
Essa é a primeira imagem que vai cair. E este é, talvez, um produto que, a médio prazo, tenha maior sucesso dentro do Design Possível. Tenho três alunos no Mackenzie que são ou eram da Monte Azul. O trabalho de convívio com a comunidade, também muda o perfil do universitário. Toda segunda e sexta-feira, eu dou aula para o Samuel, que trabalha no operacional e dou aula para o Ronaldo, que está na loja. Claro, eles se sentiram estimulados, a gente facilitou o acesso, conseguimos bolsa etc., porque a gente esteve lá e despertou isso neles. Antes deles, o Roberto da Monte Azul também tinha feito esse trabalho. A gente tem outros dois alunos do Projeto Arrastão. Essas são as pessoas que eu imagino que, a médio prazo, vão substituir o Design Possível nessas comunidades. Para que você precisa de um designer de fora? Você deveria ter um designer de dentro. Por que não formar um designer lá dentro? Em quatro anos, a gente já vai ter esses meninos formados e com experiências para atuar sozinhos tanto na Monte Azul quanto no Arrastão, sem precisar da gente. Essa vai ser a primeira mudança.
A impressão que tive na época da visita era a de que talvez eles não quisessem a presença de pessoas de fora. Pensei que, talvez, este tipo de trabalho seja mais interessante para quem está conduzindo e propondo do que para quem está recebendo, digamos assim. Muitas vezes, a simples entrada de um estranho em uma favela com o objetivo de levar projetos pode interpretada como uma violência.
Acho que quando não é bem conduzido, é uma violência mesmo. Mas, ao contrário, sinto sempre uma muito boa acolhida. Acho que ela é diferente para cada um dos lugares e precisa ser muito bem conduzida. A gente não tem aulas de relacionamento nas faculdades e isso é um conteúdo que nós temos que passar para os educadores que trabalham com a gente, senão o primeiro impacto é sempre negativo. É claro que quem está do outro lado, que já tem uma auto-estima muito mais baixa, que já tem muita dificuldade, vai ficar sempre na defensiva. Então questões muito simples, como postura, o jeito como se chega, a forma como se dirige – que em qualquer outro lugar não teriam relevância – são muito importantes neste tipo de trabalho. Tem coisas que não tem nada a ver com design. Por exemplo: é muito importante abraçar as pessoas, cumprimentar todo mundo. Esse tipo de relacionamento é sentido muito mais rapidamente do que o retorno do trabalho que você faz. É preciso um outro tipo de atitude. Talvez isso seja uma coisa minha, talvez seja porque estamos em várias organizações diferentes. Acho que este tipo de repulsa é localizada, não sinto nos outros lugares.
Reportagem extraída na íntegra do site "A Casa - museu do objeto brasileiro", disponível em: http://www.acasa.org.br/ensaio.php?id=237&modo=
sábado, 24 de abril de 2010
Conferência Anpei

Cooperação para Inovação Sustentável é o tema escolhido da X Conferência Anpei, marcada para a cidade de Curitiba, no período de 26 e 28 de abril de 2010, na sede da FIEP – Federação das Indústrias do Estado do Paraná. O título foi proposto porque o valor agregado pela coordenação desses três temas alimenta a cultura típica das organizações conectadas e dinâmicas, características básicas das empresas inovadoras do século XXI, além de serem imprescindíveis na gestão de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação (P,D&I).
De acordo com a Coordenação da X Conferência, a construção desses conceitos tem como origem o pressuposto que a inovação é a incorporação do conhecimento na produção/produto novo ou substancialmente modificado que resulte em benefício para a sociedade.
Dessa forma, a inovação precisa ser sustentável, caso contrário o benefício não é efetivo nem duradouro. Inovação e sustentabilidade são, pois, as duas faces da mesma moeda: sem inovação não há sustentabilidade e para haver sustentabilidade é preciso haver inovação.
Por outro lado, a transformação do conhecimento na ação de produzir produtos inovadores e sustentáveis é resultado da cooperação orquestrada pela função de P,D&I. Isso significa que cabe ao setor de P,D&I das empresas otimizar as contribuições, internamente, junto aos colaboradores, por meio de um ambiente inovador e construção de redes internas e, externamente, junto ao mercado, através, por exemplo, de open innovation e construção de redes abertas.
Segundo sua Coordenação, o evento sempre focou em assuntos que estão em evidência na área de inovação e, também, em novos conceitos que serão incorporados em um futuro próximo. É uma oportunidade única de debater e interagir, de ver e ser visto pelos profissionais que efetivamente praticam a inovação nas empresas mais inovadoras.
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segunda-feira, 19 de abril de 2010
Concurso estudantil de cartazes sobre sustentabilidade
Estão abertas até o dia 16 de maio as inscrições para o concurso nacional de cartazes sobre sustentabilidade, dirigido a estudantes de design de todo o país e associado à Bienal Brasileira de Design 2010. Sob curadoria dos designers André Stolarski, ex-professor da Esdi, e Rico Lins, a mostra de cartazes se chamará "Sustentabilidade: e eu com isso?" e pretende discutir o campo que a palavra "sustentabilidade" abrange. O concurso ocorrerá em duas fases. Na primeira delas, os curadores receberão descrições de ideias para cartazes. Além de currículo e portfólio básicos, os candidatos devem enviar, em arquivo PDF, textos, imagens, rascunhos, layouts e outros elementos que considerarem importante para a compreensão de seus conceitos. Os autores das dez melhores propostas poderão transformá-las em cartazes durante a segunda fase, que consistirá em um workshop exclusivo, ministrado pelos curadores durante o N Design Imersão 2010, entre 11 e 18 de julho, em Curitiba. Os classificados terão suas despesas de participação custeadas pela organização do concurso. A Bienal Brasileira de Design 2010 acontecerá entre 14 de setembro e 30 de outubro, em Curitiba, com curadoria geral de Adélia Borges. Mais informações e regulamento no site ndesign.org.br/bienal.
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Concurso para professor de design gráfico em Campos
Podem ser feitas até o dia 30 de abril as inscrições para vaga de professor efetivo no IF Fluminense (Instituto Federal Fluminense de Educação, Ciência e Tecnologia), campus Campos-Centro. O posto, na área de design gráfico, terá carga horária de 40h, e não requer dedicação exclusiva. O cnadidato deverá ser bacharel em desenho industrial, com habilitação em programação visual, ou ter concluído o curso de tecnólogo em design gráfico. A taxa de inscrição é de R$ 70,00 e deve ser feita via internet até as 20h00 do dia 30 de abril. A remuneração inicial é R$ 2.124,20, havendo adicionais de retribuição por titulação, progressivamente maiores, para portadores de títulos de aperfeiçoamento, especialização, mestrado ou doutorado. Mais informações pelo telefone (22) 2726-2800. Requerimento de inscrição e edital do concurso no site: www.iff.edu.br.
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Concurso para marca dos Jogos Olímpicos Rio 2016
Foi lançado esta semana o edital para escolha da empresa que será responsável pela criação da marca dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Os interessados em participar devem se inscrever para a Fase 1 ("briefing inicial") do processo até as 18h00 do dia 30 de abril. Podem participar do concurso apenas empresas especializadas ou que atuem na área de design ou desenvolvimento de identidades corporativas. Além do briefing inicial, a concorrência terá mais quatro etapas: habilitação jurídica e técnica, entrevistas individuais, briefing técnico e proposta criativa. Na última delas, cada participante selecionado receberá uma remuneração de R$ 10 mil para desenvolver sua proposta de marca para os Jogos. Serão avaliados: conceito, originalidade, criatividade e aplicabilidade da marca. A comissão julgadora será multidisciplinar e formada por até 15 membros. Os integrantes serão selecionados pelo Comitê Organizador Rio 2016 por sua experiência na criação e aprovação de programas de marcas ou por seu destaque no movimento olímpico internacional. A empresa vencedora receberá R$ 50 mil pela criação da marca e assinará contrato com o Comitê Rio 2016, por seis meses, com possibilidade de renovação, para prestação de serviços de design. A ficha de inscrição para a Fase 1 está anexa ao edital, disponível no site do evento. As dúvidas das empresas interessadas poderão ser enviadas para o e-mail concorrenciamarca@rio2016.com, e os esclarecimentos prestados serão reunidos em documento online sempre atualizado. Mais informações no site: www.rio2016.org.br.
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domingo, 18 de abril de 2010
Luiz Salomão Ribas Gomez
Este é Luiz Salomão Ribas Gomez, que juntamente com a professora Sandra Rech fui visitar em Lisboa, em outubro de 2009. Salomão nos mostrou sua sala de trabalho no IADE.
Ele possui graduação em Desenho Industrial pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (1990), mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (2000) e doutorado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (2004). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal de Santa Catarina onde coordena o Laboratório de Orientação Gráfica Organizacional - LOGO. Realizou Pos-Doc junto ao UNIDCOM - IADE em Lisboa com o tema 'Brand DNA'. Tem experiência na área de Design em geral, atuando principalmente nos seguintes temas: design gráfico, metodologia, branding, ensino a distância, design industrial e história em quadrinhos.
Fui aluno de Salomão no mestrado (PósDesign UFSC). Ele era coordenador do curso de Design da UNIVALI, quando fiz um semestre por lá. Nos encontramos assim, nas idas e vindas do mundo do design.
Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4705707D6
Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4705707D6
terça-feira, 13 de abril de 2010
Artigos Massa: Tudo é sustentável?

Para quem tiver a curiosidade d ler, está postado no blog "Massa Cultural" o artigo "Tudo é Sustentável", escrito por mim.
Link abaixo:
http://www.massacultural.com/2010/04/13/artigos-massa-tudo-e-sustentavel/
Link abaixo:
http://www.massacultural.com/2010/04/13/artigos-massa-tudo-e-sustentavel/
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domingo, 11 de abril de 2010
Concurso para professores de design na Paraíba
Podem ser feitas até o dia 23 de abril as inscrições para três vagas de professor de design na UFPB (Universidade Federal da Paraíba). As posições, na categoria Assistente I, terão regime de trabalho de 40 horas, com dedicação exclusiva. Uma delas atenderá a disciplinas da área de conhecimento de Projeto de Produto e Fotografia, a outra na área de Desenho e Comunicação Visual e a terceira na área de Representação em Volume. Os candidatos devem ter título de bacharel em design (habilitação Projeto de produto) ou desenho industrial (habilitação Projeto de produto). O primeiro posto exige mestrado em design, desenho industrial, arquitetura ou engenharia. Os outros dois postos pedem mestrado nessas mesmas áreas ou ainda em artes visuais ou comunicação. A remuneração inicial bruta dos cargos será de R$ 4.442,60. As inscrições exigem pagamento da taxa de R$ 111,00 e podem ser realizadas por via postal expressa ou, das 8h00 às 12h00, na Secretaria da Direção do CCAE (Centro de Ciências Aplicadas e Educação), que fica na Rua da Mangueira s/nº (Centro), Rio Tinto, Paraíba. Mais informações, edital (20/2010) e requerimento de inscrição no site: www.ccae.ufpb.br.
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sábado, 10 de abril de 2010
Service Design for Sustainability - Susiane Santos

Hoje posto a entrevista concedida pela minha amiga Susiane Santos ao site Service Design Research. Parabéns Susi, muito sucesso!
Ela é Mestre em Design pela UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (2008-2010), especialista em Administração de Marketing pela FCAP/UPE - Universidade de Pernambuco (2005), bacharel em Desenho Industrial/Programação Visual (2007) e em Turismo pela Universidade Federal de Pernambuco (2003).
Service Design for Sustainability
9th April 2010
PhD Student
UFPE – Universidade Federal de Pernambuco, Brasil
1. In your view, how is your research/work related to Service Design?
On my opinion Service Design is an evidence of the evolution of designer’s roles. Instead of dealing only with tangible materials, designers nowadays found a new path in services, systems and communities, which demands new skills and new levels of involvement. Design approaches these new areas with a systemic and holistic perspective, a multi and interdisciplinary way of working and a better consideration over sustainability.
Among all the specialties of services (such as financial, communicational, transportation, education, governmental, commercial and leisure), my research concentrates on the tourism sector, focusing on the hostelling segment. This choice is due to the importance and growth of this kind of service in my country (Brazil) and the lack of studies connecting this sector to design and sustainability.
So, in synthesis, the research aims to propose a model to assist designers in the project of tourist services considering sustainable aspects. It started in 2009 and will develop into practical experimentation in 2010; the PhD thesis is also supported by other models and methods like those proposed by Service Design Tools (www.servicedesigntools.org/) and the LOLA Project (www.sustainable-everyday.net/lolaimplementation/lola_brazil/), which engage communities in a co-design process for social innovation.
Important to say is that tourism activity should consider, besides the qualities and goods offered by local communities, the solutions people develop for their daily problems, according to their context and resources. This aspect emphasizes community participation in the process of service design.
2. In your view, what is the most/less interesting aspect of Service Design?
I think that the most interesting aspect of Service Design is the great variety and complexity of variables that influence each project; above all the improbability to obtain all the planned results, mainly because the key resource of services is people, which is of course impossible to control or predict.
In the same way, this heterogeneity of services brings a further difficulty to the profession of Service Design: how designers can participate in developing platforms to enable the desired behavior and interactions to emerge?
This is in fact a good and long discussion. Despite that, designers, nowadays, have an important and peculiar role in the society, that is leading projects, services and people to better respond to the needs of the society and of the environment. It’s not only necessary to be economically efficient but also ethic, fair and sustainable. Designers need to get along with this change and contribute to the achievement of a better way of living, for everyone.
3. Can you tell us about a Service Design research project(s) you did or read about?
I read about Service Design mainly thought writings by Morelli, Sangiorgi, Cipolla and Koskinen. In particular Dougherty and Manzini, with their focus on sustainability and design, introduced me to an interesting approach. Their visions about designer’s role led me to see what design can embrace as a profession, not only in the operational field but also at a more strategic level. The challenges of design are increasing every day; moving from a production line to a systemic and interconnected net of problems and solutions, which change rapidly and dynamically in a way that it’s difficult to measure or control.
So, in this scenario, my research tries to find ways designers can contribute to a dynamic equilibrium for the planet and to people’s well-being. For example, in Brazil, where I live, some organizations are being certified and recognized due to their work embracing sustainability. Also, designers are acting inside communities to find out solutions to cooperate to their daily life and working with them to help generating new opportunities of work and employment. Some examples of designer’s activity and sustainability are presented in the following sites:
www.ufpe.br/sendes
www.closchiavo.pro.br/
www.centropedesign.com.br/projetos_design_social.php
www.prainhadocantoverde.org
www.ltds.ufrj.br/desis/des-serv.htm
4. Are there area(s) that you would like to do or see research on?
Well, I’d like to see and read more about cases and models of Service Design applied to the tourism sector, and also about Service Design and Sustainability. It’s important to my research and to its development to see models and methods working in reality – even if, adapted to each particular reality. At the moment, I’m looking for ways to continue the research and to discover solutions and new ideas amongst Brazilian cases, mainly in my state, Pernambuco. (Pernambuco is located in the North East of Brazil, that is well known for it’s natural beauties and cultural icons such as: Porto de Galinhas, Fernando de Noronha, Olinda, J. Borges, Mestre Vitalino and rhythms as Frevo and Maracatu ).
Blog Susiane:
https://sites.google.com/site/serviced4s/
Site Service Design Research:
http://www.servicedesignresearch.com/
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Bergmiller, Max Bill e Wollner

Bergmiller: um relato sobre os anos em Ulm com Max Bill" é o título da apresentação que será feita na Esdi, na quinta-feira, 8 de abril, pelo designer Karl Heinz Bergmiller, um dos fundadores da Escola. Na exposição, Bergmiller falará sobre o período em que conviveu, na HfG Ulm (Hochschule für Gestaltung Ulm), com Max Bill, de quem foi aluno e colaborador. Na mesma data, estará presente na Escola o designer Alexandre Wollner, também um dos fundadores da Esdi, que apresentará o filme "Max Bill: The master's vision", de Erich Schmid. O suíço Max Bill (1908-1994) foi arquiteto, designer, tipógrafo, pintor e escultor. Sua participação na 1ª Bienal de São Paulo, em 1951, na qual obteve o grande prêmio de escultura, teve papel fundamental na constituição da arte concreta no Brasil. Tendo sido aluno da Bauhaus na juventude, fundou em 1953, juntamente com Inge Aicher-Scholl e Otl Aicher, a HfG Ulm, da qual foi o primeiro reitor. Ambos estudantes em Ulm nos anos 1950, Bergmiller e Wollner trouxeram para o Brasil os princípios de prática do design lá defendidos, que adotaram em suas atividades profissionais no país a partir do final daquela década. Do mesmo modo, buscaram aplicar no Brasil o modelo de ensino de design praticado na escola, o que resultou na criação da Esdi, em 1962. O evento acontecerá a partir das 18h30 e a entrada é franca. A Esdi fica na Rua Evaristo da Veiga, 95(Lapa). Mais informações no site: www.esdi.uerj.br/noticias/etc/bill.
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segunda-feira, 5 de abril de 2010
Bela Maringá
Aproveitei o feriado e o final de semana para visitar a cidade de Maringá. Sempre tive a curiosidade de conhecê-la, graças a fama de cidade com qualidade de vida e ar fresco. Tudo isso se confirma, trata-se de um lugar bastante arborizado, de clima agradável, de gente bonita e muito solicita. Só tenho boas lembranças de tudo que conheci por lá. Vale a pena conhecer essa grande cidade do noroeste do Paraná. A bela Maringá.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Pós-Graduação Branding
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quarta-feira, 24 de março de 2010
Canatiba


Estive hoje no Showroom da Canatiba, no Hotel Alianca Express de Rio do Sul - SC. Todas as novidades da marca (novas linhas, tecidos e tecnologias) estão sendo apresentadas ao consumidor. Vale a pena da uma passada e conferir.
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domingo, 21 de março de 2010
Design Research Conference

Será realizada em Chicago, entre os dias 10 e 12 de maio, a 9ª DRC (Design Research Conference). O evento internacional promovido pelo ID-ITT (Instituto de Design do Illinois Institute of Technology) discute os novos desafios e novas fronteiras no campo da pesquisa em design: integridade profissional, tecnologia, comunicação, integração e novos mercados. Entre os palestrantes estão nomes como Tim Brown, que dirige o escritório de design Ideo, e Don Norman, autor do clássico "The design of everyday things". A programação incluirá workshops, palestras, discussão de experiências significativas, estudos de caso e métodos inovadores na área da pesquisa em design. As inscrições podem ser feitas online e, até o domingo, 28 de março, têm custo de US$ 875,00 para profissionais e US$ 300,00 para estudantes. Após esta data os preços passam a ser, respectivamente, US$ 1.550,00 e US$ 525,00. As inscrições nos workshops custam US$ 125,00 para profissionais e US$ 75,00 para estudantes. Está aberto ainda um "concurso" dos melhores relatos pessoais sobre temas ou eventos relacionados à pesquisa em design. Os interessados têm até o dia 2 de abril para enviar essas estórias, e os autores das melhores delas terão a oportunidade de apresentá-las, por cinco minutos, durante o evento. A Design Research Conference acontecerá no Spertus Institute of Jewish Studies, que fica na South Michigan Avenue, 610 (The Loop), Chicago, EUA. Mais informações pelo e-mail drc@id.iit.edu ou no site: www.designresearchconference.org, onde podem ser obtidas também as instruções sobre o concurso de relatos.
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segunda-feira, 15 de março de 2010
Prêmio Planeta Casa 2010

Até o dia 15 de junho, estão abertas as inscrições para o Prêmio Planeta Casa 2010, que pretende divulgar o trabalho de empresas e profissionais engajados em considerar os conceitos de sustentabilidade em seus projetos arquitetônicos e de design de interiores.
Promovido pela revista CASA CLAUDIA e pelo Planeta Sustentável, em sua nona edição o Prêmio conta com seis categorias diferentes. São elas:
– Ação Social;
– Produtos de Decoração;
– Materiais de Construção;
– Projeto Arquitetônico;
– Design de Interiores
– e Empreendimentos Imobiliários.
Empresas, ONGs e profissionais autônomos podem enviar seus trabalhos para o concurso. Todos os projetos serão avaliados por um Comitê Julgador especializado e os vencedores receberão, durante cerimônia especial, uma escultura de vidro assinada pela artista plástica Jaqueline Terpins, além de terem seus trabalhos publicados na edição de outubro da CASA CLAUDIA.
O regulamento completo da iniciativa está disponível no site Prêmio Planeta Casa, onde os interessados em participar também podem se inscrever.
http://casa.abril.com.br/planeta-casa/como-participar.shtml
Prêmio Planeta Casa 2010
Inscrições até 15 de junho
Mais informações pelo telefone (11) 3037-5091
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domingo, 14 de março de 2010
Prêmio Sebrae Minas de Design
Termina no dia 31 de março o prazo de postagem de projetos para o "Prêmio Sebrae Minas Design". O objetivo do prêmio é estimular o desenvolvimento de produtos originais, funcionais e que contribuam para otimizar processos, economizar recursos, eliminar desperdícios e aumentar a competitividade de micro e pequenas empresas do estado de Minas Gerais. Para a segunda edição da premiação, foram estabelecidos os seguintes setores: Ardósia, Calçados, Eletroeletrônicos, Móveis, Resíduos da construção civil e Resíduos. Podem participar do concurso estudantes e profissionais com atuação na área de design, em duas categorias diferentes, podendo se inscrever individualmente ou em equipe e enviar número ilimitado de projetos. Na primeira fase, os projetos serão avaliados por um júri especializado nos dias 22 e 23 de abril com base em critérios de originalidade, concepção formal, inovação tecnológica, adequação ao mercado, viabilidade industrial e impacto ambiental. A divulgação dos projetos classificados na primeira fase será feita pelo site do evento, no dia 27 de abril. A segunda fase selecionará os finalistas nas categorias "Estudante" e "Profissional", um em cada setor. Os vencedores serão anunciados na cerimônia de premiação, que acontecerá em junho deste ano. Como prêmio, os projetos classificados receberão divulgação no catálogo do II Prêmio
Sebrae Minas Design e participação na mostra do Prêmio. Os vencedores também receberão certificado, troféu, divulgação do projeto na revista "Arc Design" e participação em missão internacional, organizada pelo Sebrae-MG, incluídos os custos de viagem. As inscrições são gratuitas. Mais informações e inscrições no site: www.sebraemg.com.br.
Sebrae Minas Design e participação na mostra do Prêmio. Os vencedores também receberão certificado, troféu, divulgação do projeto na revista "Arc Design" e participação em missão internacional, organizada pelo Sebrae-MG, incluídos os custos de viagem. As inscrições são gratuitas. Mais informações e inscrições no site: www.sebraemg.com.br.
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quinta-feira, 11 de março de 2010
Artigos científicos para download - Lapis
Com o objetivo de criar um portal de pesquisa e fomentar cada vez mais a produção intelectual universitária, estamos disponibilizando artigos científicos para download gratuito.
Avisos:
1. É proibido o uso ou cópia total ou parcial do conteúdo presente nos artigos sem as devidas referências ao(s) autor(es).
2. O conteúdo dos artigos é de exclusiva responsabilidade dos autores.
3. Se você deseja disponibilizar seu artigo científico para download envie o arquivo em PDF para projetos@grupolapis.com.br e intitule o e-mail como “ARTIGO SITE”. Os temas aceitos são Arte, Arquitetura, Design, Fotografia e Sustentabilidade. Caso seu artigo seja selecionado, a LAPIS Comunicação e Cultura entrará em contato.
Lista de artigos para download
Design
BELLE – ASSENTO PRÉ-ESCOLAR PARA CRIANÇAS DE 3 A 6 ANOS COM PARALISIA CEREBRAL FABRICADO EM UTEC
DESIGN INDUSTRIAL – DO ENSINO AO MERCADO DE TRABALHO. PANORAMA DA PROFISSÃO, CARACTERÍSTICAS E DIFERENCIAIS.
Fotografia
A INFLUÊNCIA DAS ARTES NA FOTOGRAFIA DE MODA
Sustentabilidade
A TRAMA CONSTRUÍDA ENTRE O TURISMO E O KITSCH ATRAVÉS DO ARTESANATO E SUA SUSTENTABILIDADE SOCIOECONÔMICA
ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA NA IMPLANTAÇÃO DE UM CENTRO DE RECICLAGEM DE RESÍDUOS NO MUNICÍPIO DE PASSO FUNDO, RS
BASES ECOSSUSTENTÁVEIS PARA O DESENVOLVIMENTO URBANO – POTENCIAL ENERGÉTICO A PARTIR DE LODO DE ESGOTO E RESÍDUOS SÓLIDOS
CRIANÇA@WEB – A SUSTENTABILIDADE COMO TEMA DE REDES SOCIAIS INFANTIS NA INTERNET
DIAGNÓSTICO SOCIOAMBIENTAL DE UMA EMPRESA DO RAMO TÊXTIL DA CIDADE DE ERECHIM, RS
ECODESIGN, SUSTENTABILIDADE E O PROJETO LIMONADA
GERADOR EÓLICO DE BAIXO CUSTO PARA USO RESIDENCIAL
INOVACAO SOCIAL PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL ACAO DO OLEO RECICLADO
MATRIZ ENERGÉTICA VERSUS CADEIAS AGROINDUSTRIAIS – EQUALIZAÇÕES EM BUSCA DA SUSTENTABILIDADE
MÉTODO PRÁTICO USADO EM SISTEMAS DE CONTROLE DE POLUENTES EMITIDOS POR VEÍCULOS MOTORIZADOS
METODOLOGIA LOLA NO CURRÍCULO DA DISCIPLINA ECO-DESIGN
O CONCEITO DE SISTEMAS PRODUTOS-SERVIÇO – UM ESTUDO INTRODUTÓRIO
POLUIÇÃO SONORA – POSSÍVEIS SOLUÇÕES
http://www.grupolapis.com.br/downloads/
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Design
BELLE – ASSENTO PRÉ-ESCOLAR PARA CRIANÇAS DE 3 A 6 ANOS COM PARALISIA CEREBRAL FABRICADO EM UTEC
DESIGN INDUSTRIAL – DO ENSINO AO MERCADO DE TRABALHO. PANORAMA DA PROFISSÃO, CARACTERÍSTICAS E DIFERENCIAIS.
Fotografia
A INFLUÊNCIA DAS ARTES NA FOTOGRAFIA DE MODA
Sustentabilidade
A TRAMA CONSTRUÍDA ENTRE O TURISMO E O KITSCH ATRAVÉS DO ARTESANATO E SUA SUSTENTABILIDADE SOCIOECONÔMICA
ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA NA IMPLANTAÇÃO DE UM CENTRO DE RECICLAGEM DE RESÍDUOS NO MUNICÍPIO DE PASSO FUNDO, RS
BASES ECOSSUSTENTÁVEIS PARA O DESENVOLVIMENTO URBANO – POTENCIAL ENERGÉTICO A PARTIR DE LODO DE ESGOTO E RESÍDUOS SÓLIDOS
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quinta-feira, 4 de março de 2010
Reyes González Vida
Del 3 al 6 de noviembre de 2010 se desarrollará en Granada (España) el I Congreso Internacional "Arte, Ilustración y Cultura Visual en Educación Infantil y Primaria: cosntrucción de Identidades".
En la sociedad actual resulta necesario crear espacios de reflexión y debate sobre la forma en que los objetos artísticos, las ilustraciones y las imágenes de nuestro entorno cultural intervienen en la construcción de la identidad del niño y de la niña desde la infancia. Esta necesidad nos ha llevado a plantear el citado Congreso, con el objetivo de generar situaciones que propongan una actualización tanto de la docencia como de la investigación y creación artística relacionadas con las etapas de enseñanza mencionadas.
El Congreso trata de generar situaciones en las que especialistas de diferentes ámbitos (educadores, especialistas en arte y en el ámbito de la educación artística, profesionales de la ilustración y de la literatura, especialistas en el mundo del diseño y del trabajo con las imágenes y profesionales en el ámbito de la construcción de la identidad del niño) intercambien sus conocimientos y experiencias. El hilo conductor que propiciará estos encuentros e intercambios será la construcción de la identidad del niño.
En este Congreso deseamos propiciar una actualización en la docencia y en el terreno de la creación e investigación y queremos contar con tu participación para hacernos eco de las investigaciones y experiencias actuales más relevantes sobre las temáticas abordadas, en España y en otros países. Infórmate sobre la forma de participar en www.congresoarteilustracion.org. Puedes enviar tus comunicaciones y posters hasta el 15 de abril de 2010. Los idiomas oficiales del congreso son el español, el inglés y el portugués.
Esperando contar con tu difusión y participación, recibe un cordial saludo.
Atentamente,
Reyes González Vida
Dirección del Congreso
En la sociedad actual resulta necesario crear espacios de reflexión y debate sobre la forma en que los objetos artísticos, las ilustraciones y las imágenes de nuestro entorno cultural intervienen en la construcción de la identidad del niño y de la niña desde la infancia. Esta necesidad nos ha llevado a plantear el citado Congreso, con el objetivo de generar situaciones que propongan una actualización tanto de la docencia como de la investigación y creación artística relacionadas con las etapas de enseñanza mencionadas.
El Congreso trata de generar situaciones en las que especialistas de diferentes ámbitos (educadores, especialistas en arte y en el ámbito de la educación artística, profesionales de la ilustración y de la literatura, especialistas en el mundo del diseño y del trabajo con las imágenes y profesionales en el ámbito de la construcción de la identidad del niño) intercambien sus conocimientos y experiencias. El hilo conductor que propiciará estos encuentros e intercambios será la construcción de la identidad del niño.
En este Congreso deseamos propiciar una actualización en la docencia y en el terreno de la creación e investigación y queremos contar con tu participación para hacernos eco de las investigaciones y experiencias actuales más relevantes sobre las temáticas abordadas, en España y en otros países. Infórmate sobre la forma de participar en www.congresoarteilustracion.org. Puedes enviar tus comunicaciones y posters hasta el 15 de abril de 2010. Los idiomas oficiales del congreso son el español, el inglés y el portugués.
Esperando contar con tu difusión y participación, recibe un cordial saludo.
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Reyes González Vida
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segunda-feira, 1 de março de 2010
Concurso de cartazes "Culture Counts"
Podem ser feitas até o dia 9 de março as inscrições no concurso "Culture Counts", que escolherá um cartaz que celebre o ano de 2010 como "Ano internacional da aproximação entre culturas", conforme foi designado pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura). A organização promove o certame juntamente com a rede de design social "Design 21", e os cartazes, que terão o formato final A1 (84,1 × 59,4 cm), deverão comunicar visualmente o tema da aproximação entre culturas de modo convincente e de fácil entendimento, podendo, opcionalmente, incluir o título "2010, International Year for the Rapprochement of Cultures" em uma das seis línguas definidas pela Unesco. Serão escolhidos, inicialmente, 50 cartazes, que ficarão expostos numa galeria virtual, onde os membros da rede "Design 21" votarão para eleger o trabalho mais popular, o qual passará, com os escolhidos pelo júri, para a segunda fase. Trinta cartazes serão impressos e exibidos, em maio deste ano, em mostra na sede da Unesco, em Paris, durante o Festival Internacional da Diversidade Cultural. Não há taxa de inscrição, e podem participar do concurso membros da rede de design social "Design 21" maiores de 18 anos. O julgamento considerará critérios como criatividade, praticidade de reprodução, estética, e se a proposta tem preocupações ambientais na escolha, reaproveitamento ou reciclagem de materiais. O vencedor final receberá US$ 2 mil, além de convite para a exposição na capital francesa, com passagem aérea, acomodações e diárias pagas pela Unesco. Dois cartazes serão ainda selecionados por membros do conselho consultivo da "Design 21", recebendo, cada um, US$ 500,00. A rede "Design 21" procura inspirar o ativismo social por meio do design e é aberta a todos os interessados. Mais informações no site: www.design21sdn.com.
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sábado, 27 de fevereiro de 2010
Moda também é texto


Irmão de “Imagem também se lê”, de Sandra Ramalho e Oliveira, o livro “Moda também é texto”, da mesma autora, consegue esclarecer com clareza dúvidas recorrentes relacionadas a estética e a semiótica. Assuntos freqüentemente considerados pesados e de difícil compreensão tornam-se leves e fáceis de serem compreendidos por meio das palavras de Sandra Ramalho, que mais uma vez desenvolve seu discurso pela articulação de exemplos presentes no cotidiano (como o da marca Givenchy).
Como lançou em “Imagem também se lê”, a autora propõe formas de “leitura” de textos, desta vez para a “leitura” de textos de moda, além da relação do vocabulário de textos de moda. Porque moda também é texto. E as demais explicações relacionadas a essa afirmativa podem ser encontradas nas palavras de Sandra Ramalho e Oliveira, em “Moda também é texto”.
Toda obra que tem um irmão próximo corre o risco de entrar na armadilha da comparação. A tentação é muito grande, não há como não comparar. Mas Sandra soube trabalhar com um livro que ao mesmo tempo em que dialoga com a obra anterior apresenta a característica da continuidade. Traz novidades. Muito se aprende.
Como eu já havia lido “Imagem também se lê” me senti familiarizado com a linguagem (será que posso utilizar essa palavra?) verbal da autora ao ler “Moda também é texto”. Foi como se eu estivesse conversando com ela, ou melhor, como se eu estivesse tendo uma aula (mesmo sem jamais ter assistido sequer uma aula da professora), ou ainda melhor, como se eu estivesse tendo várias “aulinhas” (no diminutivo, de tão agradáveis que elas foram).
Comecei a ler “Moda também é texto” como forma de preparação para a quarta aula da disciplina Marketing (que leciono para o curso de Design de Moda, da sétima fase, da Faculdade Metropolitana de Rio do Sul - Famesul). Já tinha recorrido a alguns capítulos de “Imagem também se lê” para preparar essa aula. Agora que li os dois livros tenho certeza que continuarei voltando aos capítulos do irmão mais novo, assim como faço até hoje com o irmão mais velho quando quero relembrar os estudos sobre leitura de imagens.
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
AbcDesign Conference
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
WGSN Sensory
Vídeo de inspiração para a temática "Sensorial" do Projeto Interdisciplinar (1a. fase, Design de Moda, Famesul).
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domingo, 21 de fevereiro de 2010
Livro sobre primeira expedição científica brasileira
Será lançado nesta terça-feira, 23 de fevereiro, na Livraria da Travessa do Leblon, o livro Comissão Científica do Império – 1859-1861, que documenta a primeira expedição científica nacional, na qual viajaram até o Ceará especialistas em botânica, zoologia, geologia, etnografia e astronomia, além do engenheiro Guilherme Capanema, do pintor José dos Reis Carvalho, aluno de Debret, e do poeta Gonçalves Dias. A publicação pretende mostrar a significação dessa expedição pioneira para o processo de afirmação do que viria a ser uma ciência nacional, numa época em que, mesmo no Brasil, a produção de conhecimento era dominada pelos europeus. Organizado pela pesquisadora Lorelai Kury, doutora em História das Ciências, e com design de Gloria Afflalo, o livro traz uma ampla iconografia, retirada das aquarelas, cadernos de desenhos e anotações realizados pelos membros da expedição. O evento será aberto, às 18h00, com uma apresentação do livro por sua organizadora e demais autoras, seguindo-se, às 19h00, o lançamento. A Livraria da Travessa fica na Av. Afrânio de Melo Franco, 290, loja 205 (Leblon). Mais informações pelo telefone (21) 3138-9600 ou no site: www.travessa.com.br.
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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Dita Estúdio

Hoje estive na Dita Estúdio, de Florianópolis. Visitei minhas amigas Luana e Carol, as irmãs Dentice. Elas estão realizando trabalho de muita qualidade. Segundo elas:
"Dita Idéias. Dita Conceitos." Sucesso meninas!
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domingo, 14 de fevereiro de 2010
Concurso "Design as reform"
Podem ser feitas até o dia 6 de março as inscrições para o concurso "Design as reform", promovido pela galeria e estúdio de arte e design "Traffic", de Dubai, Emirados Árabes. Aberto a arquitetos, designers, empresas de design, artistas e estudantes de todo o mundo, o concurso recebe projetos nas categorias "A mesquita por meio da arquitetura", "A majlis por meio do design de interiores", "Um padrão por meio do design gráfico" e "Uma instalação pública por meio do design experimental". (A majlis é, na cultura árabe, um espaço privado para a conversação familiar ou recepção de convidados.) Os trabalhos serão julgados segundo critérios de inovação, qualidade estética, funcionalidade, conteúdo simbólico e emocional e relevância cultural. No dia 21 de março, o júri selecionará os indicados, sendo esses contatados para reenviarem seu projeto e desenhos técnicos detalhados até o dia 29 de maio. Os vencedores serão premiados em cerimônia que se realizará no dia 10 de junho. Além do troféu, o prêmio comum a todas as categorias é a produção ou construção do projeto apresentado. As inscrições devem ser feitas pelo formulário disponível no site do concurso. Mais informações pelo e-mail competition@viatraffic.org ou no site: www.viatraffic.org.
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Concurso "Handitec 2010"
Podem ser feitas até o dia 1º de março as solicitações de inscrição na quinta edição do concurso de inovação "Handitec 2010". O evento bienal promovido pela associação francesa Handitec ("Les technologies au service des personnes handicapées") pretende receber projetos que promovam e melhorem o bem estar de idosos e portadores de deficiências. Podem participar estudantes e profissionais de arquitetura, design, artes aplicadas e tecnologia, além de industriais ou profissionais desses setores, pesquisadores ou demais interessados na promoção do conforto e acessibilidade para todos. O tema geral do projeto deve estar ligado ao trabalho ou à vida doméstica de pessoas portadoras de necessidades especiais ou idosos, em áreas urbanas ou rurais, em uma das três áreas propostas: arquitetura, design/ergonomia ou novas tecnologias. Os painéis e modelos do projeto devem ser enviados até o dia 25 de março, e serão avaliados segundo critérios de funcionalidade, estética, inovação e economia. Os prêmios para os três primeiros colocados serão, respectivamente, € 3 mil, € 1.500 e € 1.000, além de troféus. O júri irá se reunir, sob a presidência honorária de três ministérios franceses, durante a "Autonomic" (10ª Exposição Europeia sobre Deficiência e Reabilitação), que se realizará entre os dias 9 e 11 de junho deste ano, no Parque de Exposições da Porte de Versailles, em Paris, quando os candidatos devem estar presentes para apresentar seus projetos e onde serão anunciados os vencedores. Mais informações no site: www.handroit.com.
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Concurso para professor de design no Espírito Santo
Estão abertas até o dia 5 de março as inscrições para uma vaga de professor assistente no Departamento de Desenho Industrial da Ufes (Universidade Federal do Espírito Santo), na área Design da Informação. O posto terá carga horária de 40h, em regime de dedicação exclusiva, com remuneração de R$ 4.442,60. Para concorrer é necessária a graduação em Desenho Industrial com habilitação em Comunicação Visual e/ou Programação Visual e mestrado em qualquer área. O programa do concurso está dividido em quatro partes: Identidade visual, Branding, Sistemas de informação e Metodologia de projeto. As inscrições devem ser realizadas na secretaria do departamento, de 9h00 às 13h00, ou por via postal. O taxa da inscrição é R$ 250,00, e o departamento de Desenho Industrial funciona no Centro de Artes da Ufes, que fica na Avenida Fernando Ferrari, 514 (Goiabeiras), Vitória. Mais informações pelo telefone (27) 4009-2568. Edital no site do Departamento de Recursos Humanos da Ufes: www.drh.ufes.br.
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Peixada do Gui 2010

Em sua 8ª edição, a já tradicional Peixada do Gui traz diversas atrações para o dia de carnaval, com shows de pagode, sertanejo, tenda house e ainda tem comida e bebida liberada. A partir das 12h.
Atrações: show nacional com Cupim na Mesa. Pagode com Em Cima da Hora, Apogeu, Samba Aí, Acústico Morning Sun, Bateria da Consulado. Tenda House com DJs Henrique Fernandes, Robson de Paula, Xis Pita e Projeto Live. Espaço Woods Bar com João Lucas & Léo.
Open bar: cerveja, vodka, água, refri, caipirinhas e batidas.
Ingresso: feminino, R$ 100 e masculino, R$ 150.
Informações: (48) 3225-4800.
Lagoa Iate Clube (LIC) - Rua Hipólito do Vale Pereira, 620 - Lagoa da Conceição.
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domingo, 7 de fevereiro de 2010
Primeira Semana do Design e da Moda - Famesul 2009
Primeira Semana do Design e da Moda - Famesul 2009.
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Colóquio de Moda 2010
Já está no ar o site do sexto Colóquio de Moda (http://www.coloquiodemoda.com.br/). Este ano o evento será realizado em São Paulo (Anhembi Morumbi), nos dias 12, 13, 14 e 15 de setembro. O dia 16 de setembro está reservado para o V Fórum das Escolas de Moda. O deadline para a submissão de artigos é no dia 30 de abril.
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domingo, 31 de janeiro de 2010
Chamada do Icsid para apoio ao Haiti
O Icsid (International Council of Societies of Industrial Design) fez, na semana que se encerra, uma chamada aos designers de todo o mundo por soluções de design que pudessem ser úteis na recuperação após o terremoto no Haiti. O intuito foi unir pontos de vista diversos num diálogo aberto com as organizações de assistência internacionais para avaliar projetos de design eficientes. O organismo recebeu propostas até o dia 27 de janeiro, e, com vista à sua implementação imediata, o conselho executivo do Icsid se reúne neste fim-de-semana a fim de analisá-las. Mais informações no site: www.icsid.org.
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Inscrições para conferência governamental de design
Podem ser feitas até este domingo, 31 de janeiro, as inscrições para a Pré-Conferência Setorial de Design. O evento, que pretende refletir e propor políticas públicas na área, a serem posteriormente discutidas na II Conferência Nacional de Cultura, acontecerá entre os dias 25 e 27 de fevereiro, no Rio de Janeiro. A Secretaria de Políticas Culturais do Minc (Ministério da Cultura) selecionará, entre os inscritos, até três delegados por unidade da federação, a partir de documentação a ser enviada para a sede do Ministério, buscando aqueles que tenham um histórico de representatividade e atuação, além de serem indicados por entidades do setor. O design foi inserido na Política Cultural Nacional pelo MinC, que pretende estabelecer diretrizes consonantes ao Plano Nacional de Cultura, bem como traçar os Planos Nacionais Setoriais em parceria com o PBD/MDIC (Programa Brasileiro de Design do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). Mais informações e inscrições no site: www.cultura.gov.br/cnpc.
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"Prêmio Idea/Brasil 2010"
Podem ser feitas até o dia 26 de fevereiro as inscrições no "Prêmio Idea/Brasil 2010", edição brasileira do "IdeaAward" (International Design Excellence Award). O concurso, que acontece pela terceira vez no país, é realizado pela Associação Objeto Brasil, em parceria com a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos), e promovido pela IDSA (Industrial Designers Society of America). O prêmio, é aberto a empresas e designers brasileiros e também a estudantes, e serão aceitos trabalhos num total de 18 categorias. Os interessados que se inscreverem até o dia 12 de fevereiro pagarão taxa de R$ 150,00 por projeto ou produto, sendo que membros da Objeto Brasil pagam R$ 120,00. Após essa data os custos serão, respectivamente, R$ 196,00 e R$ 156,00. A taxa para estudantes é de R$ 50,00 por projeto em qualquer data. Haverá outros custos para os participantes da segunda fase do concurso e os premiados, que serão automaticamente inscritos no "Idea Award" norte-americano. Mais informações pelo telefone (11) 3032-7191 ou e-mail premio@ideabrasil.com.br. Regulamento e inscrições no site: www.ideabrasil.com.br.
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Concurso para professor de design no Paraná
Podem ser feitas até o dia 7 de fevereiro as inscrições no concurso aberto pela UFTPR (Universidade Federal Tecnológica do Paraná), na área de design de interação. Está disponível uma vaga, no campus Curitiba da universidade, de professor adjunto 40h, e o posto terá regime de dedicação exclusiva, com remuneração de R$ 6.722,85. O candidato deverá se inscrever, pelo site da UFTPR, até às 23h00 da data limite, e, após o preenchimento do formulário de inscrição, imprimir o boleto bancário e efetuar o pagamento da taxa de inscrição de R$ 168,00 em qualquer agência bancária, impreterivelmente até o dia 8 de fevereiro. A prova escrita, que tem caráter eliminatório, será realizada no dia 22 de fevereiro. Juntamente com o resultado desta, será divulgada a data da prova didática, também eliminatória. A prova de títulos será classificatória. O campus Curitiba da UFTPR fica na Av. 7 de Setembro, 3165 (Rebouças), Curitiba. Edital do concurso e inscrições no site: www.utfpr.edu.br.
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Concurso para professores substitutos na Paraíba
Estão abertas até esta terça-feira, 2 de fevereiro, duas vagas para professores substituto de design na UFPB (Universidade Federal da Paraíba). Ambas as posições são da categoria professor auxiliar e seguirão o regime de trabalho de 40 horas semanais, com dedicação exclusiva. O primeiro professor atenderá a disciplinas da área de conhecimento Representação de Volumes, e exige graduação em Design ou Desenho Industrial, e o segundo à área de Representação Gráfica e Fotografia, com exigência de graduação em Design, Desenho Industrial ou Design Gráfico. Os professores terão contrato de seis meses e a remuneração seguirá o padrão "Professor substituto auxiliar I – T40" das instituições federais de ensino superior. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas das 9h00 às 12h00, na Secretaria da Direção do CCAE (Centro de Ciências Aplicadas e Educação), que fica na Rua da Mangueira s/nº (Centro), Rio Tinto, Paraíba. Mais informações pelo e-mail cdesign@ccae.ufpb.br, telefone (83) 3291-1528 ou no site: www.ccae.ufpb.br/concursos/concursos.html.
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sábado, 30 de janeiro de 2010
Alteração no edital de concurso para professor na Esdi
O reitor da Uerj, professor Ricardo Vieiralves de Castro, emitiu Edital de Retificação, publicado no DOERJ ("Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro") da segunda-feira, 25 de janeiro, pelo qual se excluíram, do edital do concurso para professor adjunto na Esdi, bem como dos demais concursos docentes presentemente abertos na Universidade, os itens de númeeros 3.7 a 3.75. Com a alteração, deixará de ser exigida, no ato da inscrição, a comprovação da titulação necessária para o cargo, devendo esta ser apresentada no ato de posse. O concurso aberto na Esdi, para o Departamento de Programação Visual, tem ênfase no campo do design de interação. As inscrições se encerram no dia 12 de fevereiro. O edital original e a retificação podem ser obtidos no site da Superintendência de Recursos Humanos da Uerj: www.srh.uerj.br.
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sábado, 23 de janeiro de 2010
Concurso ":output" 2010
Podem ser feitas até o dia 15 de fevereiro as inscrições para o 13º concurso ":output". A competição é aberta a estudantes de design de comunicação, produto ou interação, além da arquitetura e do cinema, regularmente matriculados, que deverão inscrever trabalhos de curso realizados nos últimos 12 meses. Podem também ser inscritos trabalhos de conclusão de jovens profissionais formados neste período. A taxa de inscrição é de € 25,00 por projeto. Associados da ":output
foundation" não pagam a taxa. O vencedor do Grande Prêmio do concurso receberá uma bolsa de € 3 mil e os projetos finalistas serão publicados no anuário ":output". Todos os trabalhos inscritos serão posteriormente publicados no "open-output", site de portfólios da fundação. As inscrições somente podem ser feitas online e o dia 15 é a data limite de postagem dos trabalhos. Regulamento, inscrições e mais informações no site: www.inputoutput.de.
foundation" não pagam a taxa. O vencedor do Grande Prêmio do concurso receberá uma bolsa de € 3 mil e os projetos finalistas serão publicados no anuário ":output". Todos os trabalhos inscritos serão posteriormente publicados no "open-output", site de portfólios da fundação. As inscrições somente podem ser feitas online e o dia 15 é a data limite de postagem dos trabalhos. Regulamento, inscrições e mais informações no site: www.inputoutput.de.
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Concurso de marcas "Wolda '09"
Termina no dia 31 de janeiro o prazo para inscrições de trabalhos no concurso de marcas e logotipos "Wolda '09". Podem ser enviados até aquela data somente trabalhos realizados no ano de 2009. Os trabalhos selecionados pelos três júris (um formado por dez designers, outro formado por dez clientes de design e o terceiro formado por dez membros do público) serão apresentados no anuário "Wolda '09", que os participantes receberão sem custo adicional. O custo de inscrição de uma marca ou logotipo é de € 88,8 para profissionais (ou € 36, para cada projeto adicional) e € 44 para a categoria de estudantes "Wolda Talent" (ou € 18, para cada projeto adicional). Além da publicação do anuário, os autores dos projetos selecionados receberão troféus e certificados. Mais informações, edital e inscrições no site www.wolda.org.
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Trienal do Cartaz de Hong Kong
Estão abertas, até o dia 29 de janeiro, as inscrições para a Trienal do Cartaz de Hong Kong. A Trienal, que traz o tema "Act·Live", é um dos eventos comemorativos do 10º aniversário do Hong Kong Heritage Museum. Podem ser inscritos cartazes nas categorias "Ideologia", "Promoção de eventos culturais", "Publicidade e propaganda" e "Temática" (com o tema "Act"), além da categoria "Jovem geração", voltada para designers nascidos após o ano de 1980 e que tem, este ano, o tema "Live". Cada participante poderá submeter três projetos que, para as três primeiras categorias, devem ter sido impressos e circulado após dezembro de 2006. Os trabalhos selecionados serão expostos no museu entre dezembro deste ano e maio de 2011 e tambem publicados em catálogo ilustrado do evento. Além disso serão selecionados trabalhos das primeiras quatro categorias para receber os prêmios "Ouro", "Prata" e "Bronze", sendo que um trabalho, dentro dessas mesmas categorias, receberá o "Judges' Award". Cada um dos cinco jurados irá ainda selecionar um projeto da categoria "Jovem Geração". Como parte das atividades, será realizado, em abril deste
ano, um seminário, em que os jurados da Trienal serão os palestrantes, para discussão e troca de ideias sobre o design de cartazes. Mais informações no site: www.heritagemuseum.gov.hk.
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Concurso para professor de design em Bauru
Está aberta uma vaga de professor efetivo para o Departamento de Design da Faac (Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação) do campus Bauru da Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho). A posição, na categoria Professor Assistente Doutor, seguirá o RDIDP (Regime de Dedicação Integral à Docência e à Pesquisa) e terá carga horária de 40 horas semanais. O professor irá atender ao conjunto de disciplinas "Projeto I a III" e "Oficina gráfica". A remuneração é de R$ 6.707,99 mensais ou, para os portadores do título de livre-docente, R$ 7.997,59. Os candidatos deverão apresentar comprovante de recolhimento da taxa de inscrição de R$ 59,00, a ser efetuado junto à seção de finanças da faculdade. As inscrições devem ser realizadas até o dia 9 de fevereiro, nos dias úteis, no horário das 8h30 às 11h30 ou das 14h00 às 16h30, na seção de comunicações do campus, que fica na Av. Eng. Luiz Edmundo Carrijo, 14/01 (Vargem Limpa), Bauru, São Paulo. Mais informações e edital no site da Faac: www.faac.unesp.br/concursos.
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Livros em ordem
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